07/Apr/2026
O dólar iniciou a semana em leve queda no mercado brasileiro e encerrou abaixo de R$ 5,15 nesta segunda-feira (06/04), atingindo o menor nível de fechamento desde o fim de fevereiro, em movimento alinhado ao comportamento da moeda norte-americana no exterior. A taxa de câmbio foi influenciada principalmente pelo noticiário internacional, especialmente pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que continuam a gerar volatilidade nos mercados. Apesar do tom ambíguo nas declarações do governo dos Estados Unidos, houve aumento do apetite por ativos de países emergentes. O dólar recuou 0,26% e fechou a R$ 5,14, após mínima de R$ 5,13.
No acumulado de abril, a moeda apresenta queda de 0,62%, enquanto no ano as perdas chegam a 6,24%, após alta de 0,87% em março. Os preços do petróleo avançaram de forma moderada, refletindo o cenário geopolítico. O contrato do WTI para maio subiu 0,77%, a US$ 112,41 por barril, enquanto o Brent para junho, referência para o Brasil, avançou 0,68%, a US$ 109,77 por barril. No ambiente externo, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, permaneceu próximo da estabilidade, em torno de 100 pontos. Entre moedas emergentes, houve valorização relevante, com destaque para o peso mexicano e o florim húngaro.
Dados recentes do mercado de trabalho dos Estados Unidos reforçaram a percepção de resiliência econômica, com criação de 178 mil vagas em março, acima das expectativas. Esse cenário, combinado com a pressão inflacionária derivada da alta do petróleo, amplia as incertezas sobre o início de cortes de juros pelo Federal Reserve. No Brasil, a avaliação é de que o câmbio permanece relativamente estável, beneficiado pelo diferencial de juros e pela posição do País como exportador líquido de petróleo, fatores que contribuem para sustentar o real mesmo em ambiente externo adverso. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.