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07/Apr/2026

Focus revisa projeção da inflação brasileira em 2026

INFLAÇÃO

A projeção para o IPCA de 2026 avançou de 4,31% para 4,36%, registrando a quarta alta consecutiva, em meio às incertezas associadas ao cenário externo e à elevação dos preços do petróleo no mercado internacional. Apesar da alta, a estimativa permanece 0,14% abaixo do teto da meta de inflação, fixado em 4,50%. Há um mês, a projeção era de 3,91%, indicando revisão relevante nas expectativas recentes. Para 2027, a projeção subiu de 3,84% para 3,85%. Há um mês, a expectativa para o ano era de 3,80%. Para 2028, a estimativa passou de 3,57% para 3,60%, ante 3,50% há um mês.

Para 2029, a projeção foi mantida em 3,50% pela 31ª semana consecutiva. Desde 2025, o regime de metas de inflação passou a ser contínuo, baseado no IPCA acumulado em 12 meses, com centro de 3% e intervalo de tolerância de 1,5% para menos. O descumprimento do intervalo por seis meses consecutivos caracteriza perda do objetivo inflacionário. A estimativa é de que o IPCA deve acumular alta de 1,34% no trimestre de março a maio de 2026. A projeção para março subiu de 0,46% para 0,55%, e para abril aumentou de 0,46% para 0,48%. Para maio, seguiu em 0,31%. Um mês antes, eram de 0,32%, 0,39% e 0,27%, nesta ordem.

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026 permanece em 1,85%. Há um mês, a estimativa era de 1,82%. Para 2027, a estimativa segue em 1,80% pela 14ª semana consecutiva. Para horizontes mais longos, as projeções indicam estabilidade. As previsões para o crescimento do PIB em 2028 e 2029 estão mantidas em 2,00%, pela 108ª e 55ª semana consecutiva, respectivamente.

JUROS

A projeção para a taxa Selic ao final de 2026 permanece em 12,50% pela segunda leitura consecutiva, refletindo estabilidade nas expectativas de mercado. Há um mês, a estimativa era de 12,13%. Para o final de 2027, a projeção segue em 10,50% pela 60ª semana consecutiva. Em março, a taxa básica de juros foi reduzida em 0,25%, de 15,00% para 14,75% ao ano, marcando o primeiro corte em quase dois anos. Apesar do início do ciclo de flexibilização, o ambiente segue marcado por incertezas, especialmente associadas ao cenário externo e à volatilidade dos preços de energia. A condução da política monetária permanece pautada por cautela, com avaliação contínua dos impactos inflacionários e do ambiente macroeconômico, em um contexto de baixa visibilidade. Para horizontes mais longos, as projeções indicam estabilidade. A previsão para a Selic ao final de 2028 está mantida em 10,00% pela 11ª leitura consecutiva. Para 2029, a estimativa permanece em 9,75%, após ajuste em relação aos 9,50% observados há um mês.

DÓLAR

A projeção para a taxa de câmbio ao final de 2026 permanece em R$ 5,40 pela terceira semana consecutiva, indicando estabilidade nas expectativas do mercado. Há um mês, a estimativa era de R$ 5,41. Para o final de 2027, a projeção também se mantém estável em R$ 5,45 pela segunda semana seguida, com leve ajuste em relação ao patamar de R$ 5,50 observado há um mês. Para 2028, a projeção permanece em R$ 5,50 pela oitava semana consecutiva. Para 2029, a projeção segue em R$ 5,50, pela segunda leitura consecutiva, após oscilações ao longo do último mês.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.