06/Apr/2026
Na quinta-feira (02/04), o Irã listou pontes importantes na região do Oriente Médio que podem ser alvos de novos ataques em suas operações de retaliação contra Estados Unidos e Israel, segundo a agência de notícias iraniana Fars. Os locais selecionados envolvem o Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Israel e a Arábia Saudita. Os ataques norte-americanos e israelenses realizados contra a ponte B1, na região de Azimieh, em Karaj, são o da retaliação. O Irã afirmou ter atacado instalações de aço e alumínio dos Estados Unidos em países do Golfo, como retaliação aos ataques a siderúrgicas iranianas. O país também emitiu um "aviso" de que respostas a futuros ataques podem ser "mais dolorosas" e alertou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a ampliação do conflito. As pontes selecionadas como alvo pelo Irã são:
1- Ponte Sheikh Jaber Al-Ahmad Al-Sabah no Kuwait, com 36 Km de comprimento
2- Ponte King Fahd, Arábia Saudita - Bahrein, com 25 Km de comprimento
3- Ponte Sheikh Zayed em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, com 842 metros de comprimento
4- Ponte Al Maqta em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, com 300 metros de comprimento
5- Ponte Al Nabi Malik Hussein na Jordânia, com 80 metros de comprimento
6- Ponte Damia Adam na Jordânia - Cisjordânia, com 120 metros de comprimento
7- Ponte Sheikh Khalifa em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, com 1400 metros de comprimento
8- Ponte Jisr Abdoun em Amã, capital da Jordânia, com 425 metros de comprimento
9- Ponte Arik no norte dos territórios ocupados por Israel, com 80 metros de comprimento
Ainda, a sinalização de uma nova fase de ações atribuídas à Guarda Revolucionária Islâmica contra um centro de computação em nuvem da Amazon no Bahrein reforça a ampliação do escopo das tensões no Golfo Pérsico, com avanço do conflito para ativos digitais e infraestrutura crítica. O episódio sugere mudança relevante no perfil de risco regional, com a possível inclusão de data centers e serviços de nuvem como alvos estratégicos. Esse movimento amplia a preocupação com a resiliência de sistemas digitais que suportam operações financeiras, logísticas e comerciais, incluindo fluxos ligados ao comércio internacional de commodities. A presença de infraestrutura tecnológica global em hubs estratégicos do Oriente Médio está diretamente associada à necessidade de baixa latência e integração com rotas comerciais, especialmente em áreas próximas ao Estreito de Ormuz. Nesse contexto, eventuais interrupções ou ameaças à operação desses ativos podem gerar efeitos indiretos sobre cadeias de suprimento, sistemas de pagamento e gestão logística.
Do ponto de vista econômico, a escalada adiciona uma camada adicional de incerteza, com potencial impacto sobre custos operacionais, seguros e decisões de investimento em infraestrutura digital na região. Empresas globais podem revisar estratégias de redundância, distribuição geográfica de dados e protocolos de segurança. Para o agronegócio e o comércio global de commodities, o risco não se limita ao ambiente físico de transporte, mas passa a incorporar também a dependência crescente de sistemas digitais para negociação, financiamento, rastreabilidade e gestão de fluxos. A eventual instabilidade nesses sistemas pode afetar eficiência operacional e previsibilidade das transações. De forma mais ampla, o avanço de tensões para o domínio cibernético e tecnológico reforça a tendência de convergência entre segurança física e digital, elevando o grau de complexidade na avaliação de risco geopolítico e seus desdobramentos sobre mercados globais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.