02/Apr/2026
Pelo menos 21 Estados devem aderir à proposta do governo federal de subvenção ao diesel importado, destinada a conter a alta dos preços dos combustíveis em meio à elevação do valor do petróleo e ao conflito no Oriente Médio. A medida prevê benefício de R$ 1,20 por litro de óleo diesel importado, com metade do valor custeada pela União (R$ 0,60) e a outra metade pelos Estados (R$ 0,60), e deve ser publicada ainda nesta semana.
O levantamento identificou adesão de todos os Estados das Regiões Sul e Nordeste, além de outras regiões: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Amapá, Distrito Federal, Goiás e Pará não confirmaram a adesão, e o Rio de Janeiro aguarda a publicação da medida, estimando impacto mensal de cerca de R$ 30 milhões frente a déficit orçamentário de R$ 19 bilhões para 2026.
Rondônia indicou dúvidas quanto à eficácia da medida na redução do preço do diesel. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o preço médio do diesel subiu 20,4% desde o início do conflito no Oriente Médio, passando de R$ 6,03 por litro na semana encerrada em 28 de fevereiro para R$ 7,26 por litro na semana encerrada em 21 de março.
O aumento acompanha a alta do barril de petróleo, que ultrapassou US$ 100,00 com picos próximos de US$ 120,00 por barril. A proposta de subvenção terá validade prevista de dois meses, entre abril e maio, e é classificada como medida excepcional e temporária, com o objetivo de garantir previsibilidade e estabilidade no abastecimento de combustíveis, atenuando os efeitos globais da crise energética decorrente do conflito. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.