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02/Apr/2026

Postura da Europa sobre a guerra desagrada EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que países como o Reino Unido deveriam ter “coragem” de ir ao Estreito de Ormuz e buscar seu próprio petróleo. Desde o início do conflito, os europeus fazem um malabarismo diplomático para evitar o envolvimento direito na guerra contra o Irã. “Vocês vão ter de aprender a lutar por conta própria. Os Estados Unidos não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá por nós”, disse o presidente, ao criticar os aliados que, segundo ele, se recusaram a se envolver no conflito. “O Irã foi dizimado. A parte difícil já foi feita. Vão buscar o seu próprio petróleo!”. Donald Trump ordenou os ataques ao Irã, no dia 28 de fevereiro, sem consultar seus aliados da Europa; apenas Israel se juntou aos bombardeios.

Pegos de surpresa, muitos governos europeus questionaram a legalidade da guerra, citando os erros da invasão do Iraque, em 2003, quando tropas da Otan permaneceram por duas décadas atoladas em um conflito sectário. Era para ser uma operação “rápida e devastadora”, mas a reação violenta do Irã, disparando contra países do Golfo Pérsico e fechando o Estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo global, surpreendeu o presidente norte-americano. O preço dos combustíveis disparou, respingando na imagem de Trump. Pela primeira vez, pesquisas apontam a popularidade do presidente na casa dos 32%. Sem saída, Trump pediu ajuda. Há duas semanas, ele anunciou a formação de uma “coalizão” para reabrir o Estreito Ormuz, mas ninguém se prontificou a cooperar.

“Não somos parte do conflito e, portanto, a França jamais participará de operações para libertar o Estreito de Ormuz no contexto atual”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron. “A guerra não é nossa”, afirmou o chanceler alemão, Friedrich Merz. A aliança ocidental, que dominou a segurança internacional do pós-guerra, já vinha cambaleando desde o primeiro mandato de Donald Trump, que exigia aumento de gastos militares, questionava o compromisso dos europeus com a defesa coletiva e ameaçava tomar à força a Groenlândia, território da Dinamarca, membro da Otan. Nos últimos dias, governos europeus adotaram medidas para limitar o apoio às operações norte-americanas. A Espanha, principal alvo da irritação de Trump, fechou seu espaço aéreo para aviões militares dos Estados Unidos e vetou o uso de bases. A Itália negou autorização para que aeronaves de guerra com destino ao Oriente Médio pousassem na Sicília.

A Polônia não quis deslocar seus mísseis Patriot para o Golfo, apesar da pressão do governo norte-americano. Irritado, Trump disparou nesta semana contra o governo francês, que também fechou seu espaço aéreo para o transporte de suprimentos militares com destino a Israel. “A França foi muito inútil em relação ao ‘carniceiro do Irã’, que foi eliminado com sucesso! Os EUA se lembrarão!”, escreveu Trump em rede social. A insatisfação é compartilhada pelo alto escalão do governo. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os norte-americanos podem reavaliar sua relação com a Otan após a guerra e classificou como “decepcionante” a resposta dos aliados, criticando a recusa em permitir o uso de bases e infraestrutura militar. Enquanto a ajuda da Europa não chega, os combates seguem acirrados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.