01/Apr/2026
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou recuo de 0,25% em fevereiro, após alta de 0,32% em janeiro, considerando dado revisado. O indicador mede a variação dos preços na porta da fábrica, sem a incidência de impostos e fretes, abrangendo a indústria extrativa e 23 segmentos da indústria de transformação. No acumulado do ano, o índice apresenta elevação de 0,07%, enquanto em 12 meses registra queda de 4,47%, indicando trajetória de desaceleração nos preços industriais em base anual. Na indústria extrativa, houve retração de 0,61% em fevereiro, após avanço de 1,39% no mês anterior.
A indústria de transformação apresentou recuo de 0,23%, revertendo a alta de 0,27% observada em janeiro. O resultado reflete um movimento de ajuste nos preços ao produtor, com variações distintas entre os segmentos industriais e impacto sobre a dinâmica de custos ao longo das cadeias produtivas. A queda de 0,25% no IPP foi resultado de recuos em 13 das 24 atividades industriais pesquisadas, indicando disseminação do movimento de baixa nos preços na porta de fábrica.
O principal impacto negativo veio do segmento de alimentos, cujos preços recuaram 0,87% no período, contribuindo com -0,21% para o índice geral. A atividade acumula queda de 10,00% em 12 meses, registrando o décimo recuo consecutivo. O desempenho foi influenciado, principalmente, pela redução nos preços dos açúcares, em um contexto de desvalorização no mercado internacional e maior intensidade de negociações comerciais no período. O setor de veículos automotores também exerceu pressão negativa sobre o índice, com queda de 0,68% e impacto de -0,05%.
Por outro lado, alguns segmentos registraram elevação de preços, com destaque para máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com alta de 1,73%, perfumaria, sabões e produtos de limpeza, com avanço de 1,44%, metalurgia, com elevação de 1,41%, e vestuário, com alta de 1,32%. Entre as pressões positivas, o setor de metalurgia apresentou o maior impacto individual, de 0,10%, seguido por máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com contribuição de 0,05%. O resultado reflete um ambiente de ajuste nos preços industriais, com destaque para a influência de commodities agrícolas e bens duráveis na formação do índice. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.