01/Apr/2026
O setor agropecuário dos Estados Unidos intensifica a pressão pela renovação do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), em meio à revisão obrigatória prevista para os próximos meses, considerada decisiva para a economia rural e para a previsibilidade dos investimentos no campo. A mobilização envolve mais de 40 entidades ligadas aos segmentos de alimentos e agricultura, que articulam a manutenção do acordo como instrumento central para sustentar a renda dos produtores e garantir estabilidade nas relações comerciais entre os três países. Dados econômicos com base em 2024 indicam que as exportações agrícolas e de pescados sob o USMCA geraram US$ 149 bilhões em produção econômica total nos Estados Unidos, com suporte a quase meio milhão de empregos. Para cada US$ 1 exportado no âmbito do acordo, foram gerados US$ 2,45 em atividade econômica doméstica.
No agregado, o comércio trilateral contribuiu com US$ 64 bilhões para o Produto Interno Bruto e gerou US$ 13 bilhões em receitas fiscais federais, estaduais e locais em um único ano. No segmento de carne suína, o acordo mantém papel estratégico para as exportações, com embarques de mais de US$ 2,9 bilhões para o México e US$ 760 milhões para o Canadá em 2025, posicionando esses países como os principais destinos do produto. A manutenção de tarifa zero e de marcos regulatórios baseados em ciência é considerada essencial para mitigar barreiras não tarifárias. No mercado de grãos, o México consolidou-se como principal destino do milho norte-americano, com importações de US$ 5,9 bilhões em 2025. O Canadá, por sua vez, liderou as compras de etanol de milho dos Estados Unidos, somando US$ 1,9 bilhão no mesmo período. Em conjunto, esses mercados respondem por cerca de 40% das exportações totais de cada uma dessas commodities. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.