01/Apr/2026
O climatologista brasileiro Carlos Afonso Nobre, de 75 anos, foi nomeado pelo papa Leão XIV um de seus 11 conselheiros para a área de direitos humanos. Nobre é referência internacional sobre os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia. O anúncio foi feito na segunda-feira (30/03), pelo Vaticano. Conforme o Vaticano, Nobre fará parte do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, um departamento da Cúria responsável por promover dignidade humana, justiça, paz, direitos humanos e o cuidado com a criação (ecologia) sob a autoridade do Papa. Nobre tem uma vida e carreira dedicadas aos estudos do aquecimento global. Ele participou da COP30 no ano passado, em Belém. Na ocasião, fez o alerta sobre o risco de novas epidemias e pandemias.
“Se continuarmos a perturbar a natureza desse jeito, vamos ver mais epidemias e pandemias. No ano passado, a região da Amazônia já viu epidemias da febre mayaro e da febre oropouche”, disse o pesquisador. Nobre construiu grande parte da carreira no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e foi diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ambos federais. Para ele, todos os biomas brasileiros estão severamente ameaçados. O trabalho do cientista foi reconhecido em 2007, quando recebeu o Prêmio Nobel da Paz ao lado do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore e de pesquisadores do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU. O grupo foi premiado pelo papel de alertar a comunidade internacional sobre os riscos do aquecimento global e pela defesa da preservação ambiental. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.