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31/Mar/2026

Dólar em leve alta com tensões no Oriente Médio

O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (30/03) cotado a R$ 5,24, alta de 0,12%, após mínima de R$ 5,22 e máxima de R$ 5,26. A valorização da moeda norte-americana ocorre em meio às incertezas sobre a guerra no Oriente Médio, que mantém o petróleo acima de US$ 100,00 por barril e aumenta temores de estagflação global, impulsionando a busca por ativos considerados refúgio. O comportamento do câmbio também refletiu fatores técnicos típicos de fim de mês e trimestre, como a rolagem de posições no segmento futuro e a preparação para a formação da última taxa ptax de março. Houve alívio no dólar casado, após a intervenção do Banco Central na semana anterior com venda de US$ 2 bilhões em linhas com compromisso de recompra. No mês de março, a moeda norte-americana acumula valorização de 2,22%, após queda de 2,16% em fevereiro.

O índice DXY, referência do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu cerca de 0,30%, atingindo 100,500 pontos, após máxima de 100,614 pontos, com destaque para a valorização do iene em 0,40%, influenciada por declarações de autoridades japonesas sobre possível intervenção para apoiar a moeda. As taxas dos Treasuries recuaram em bloco, com o rendimento do título de 2 anos, mais sensível às perspectivas do Federal Reserve, em queda superior a 2,5%. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, considerou a política monetária norte-americana bem-posicionada para lidar com os impactos econômicos da guerra. A volatilidade nos mercados também indica mudança do foco de inflação para risco de desaceleração econômica e potencial estagflação, em razão do aumento do custo do petróleo.

O Real é impactado pela aversão global ao risco, mas apresenta efeito mitigador devido à alta do petróleo e à posição geográfica do Brasil em relação ao conflito. As negociações entre Estados Unidos e Irã para um cessar-fogo permanecem em andamento, com prazo final previsto para 6 de abril, data em que expiraria o prazo para possíveis ataques à infraestrutura energética iraniana. A perspectiva de acordo ou escalada militar influencia a percepção de risco no câmbio. Internamente, o Real iniciou o dia em queda, mas acompanhou a valorização do DXY, apoiado pelo desempenho de grandes empresas do Ibovespa que se beneficiam da alta de commodities e pelo juro real acima da média. O Banco Central reduziu a Selic em 0,25%, para 14,75%, iniciando a calibragem da taxa, com expectativa de novo corte cauteloso de 0,25% em abril. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.