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31/Mar/2026

Focus revisa projeção da inflação e PIB em 2026

INFLAÇÃO

A projeção para o IPCA de 2026 avançou de 4,17% para 4,31%, registrando a terceira alta consecutiva, em um ambiente de maior incerteza externa e pressão sobre os preços de energia. O movimento ocorre em meio à valorização do petróleo no mercado internacional, fator que amplia os riscos inflacionários no curto e médio prazo. A estimativa permanece 0,19% abaixo do teto da meta de inflação, fixado em 4,50%. Há um mês, a projeção era de 3,91%, indicando trajetória de revisão altista nas expectativas. Para 2027, a projeção de inflação subiu de 3,80% para 3,84%, ante 3,79% há um mês.

Para 2028, a estimativa passou de 3,52% para 3,57%, na segunda alta consecutiva, enquanto para 2029 a projeção foi mantida em 3,50% pela 30ª semana seguida. Desde 2025, o regime de metas de inflação passou a ser contínuo, com base no IPCA acumulado em 12 meses, tendo centro em 3% e intervalo de tolerância de 1,5% para mais ou para menos. O descumprimento da meta é caracterizado caso a inflação permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos. O IPCA deve somar 1,23% no acumulado de março a maio. A estimativa para março aumentou de 0,37% para 0,46%, enquanto para abril subiu de 0,43% para 0,46%, e a de maio passou de 0,30% para 0,31%.

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) em 2026 avançou de 1,84% para 1,85%, indicando ajuste marginal positivo nas expectativas de atividade econômica. Há um mês, a estimativa era de 1,82%, sinalizando leve recomposição ao longo do período. Para 2027, a previsão foi mantida em 1,80% pela 13ª semana consecutiva. Nos horizontes mais longos, as expectativas seguem ancoradas. As projeções para 2028 e 2029 permanecem em 2,0%, pela 107ª e 54ª semana consecutiva, respectivamente, sinalizando visão de crescimento moderado e estável no longo prazo. O conjunto das estimativas indica trajetória de expansão econômica contida, com ajustes pontuais refletindo a evolução do cenário macroeconômico e das condições externas.

JUROS

A projeção para a taxa Selic ao final de 2026 foi mantida em 12,50%, interrompendo uma sequência de três semanas consecutivas de elevação. O movimento reflete a recalibração das expectativas em relação ao ciclo de flexibilização monetária, em um ambiente de maior incerteza associado à alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Há um mês, a estimativa para a taxa básica de juros ao fim de 2026 era de 12,0%, indicando ajuste altista recente nas projeções. A estimativa para a Selic ao final de 2027 permanece em 10,50% pela 59ª semana consecutiva, enquanto. Para 2028, a projeção foi mantida em 10,0% pela 10ª semana seguida. Para 2029, a projeção avançou de 9,50% para 9,75%.

DÓLAR

A projeção para a taxa de câmbio ao final de 2026 foi mantida em R$ 5,40 pela segunda semana consecutiva, indicando estabilidade nas expectativas do mercado para o período. Há um mês, a estimativa era de R$ 5,42, sinalizando leve ajuste ao longo das últimas semanas. Para 2027, a projeção permanece em R$ 5,45, também pela segunda leitura seguida, ante R$ 5,50 registrados quatro semanas antes. A previsão para o final de 2028 foi mantida em R$ 5,50 pela sétima semana consecutiva, enquanto a projeção para 2029 também permanece em R$ 5,50, sem alterações em relação ao mês anterior.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.