31/Mar/2026
O Índice de Preços ao Produtor Amplo registrou alta de 0,61% em março, após recuo de 1,18% em fevereiro, com movimento sustentado pela recuperação dos preços agropecuários e, em menor intensidade, pela elevação dos preços industriais. O IPA-Agro apresentou alta de 1,59% no período, revertendo a queda de 2,95% observada no mês anterior. O IPA-Industrial avançou 0,28%, após retração de 0,58% em fevereiro, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do índice.
Entre os principais vetores de baixa no IPA-M, destacaram-se café em grão, com variação de -6,77% (ante -9,17%), mandioca, com -8,97% (ante 8,22%), suínos, com -5,94% (ante -11,94%), óleo de soja refinado, com -7,25% (ante -0,51%), e biodiesel, com -6,43% (ante -1,68%). Por outro lado, exerceram pressão de alta sobre o índice os preços de bovinos, que passaram de 2,16% para 5,17%, ovos, de 14,16% para 16,95%, leite in natura, de -1,19% para 4,52%, feijão em grão, de 13,77% para 20,91%, e milho em grão, de -3,11% para 2,29%.
No segmento de consumo, o Índice de Preços ao Consumidor manteve variação de 0,30% em março, repetindo o resultado de fevereiro. Entre os principais fatores de alta, destacaram-se gasolina, com avanço de 1,12% (ante 0,35%), serviços bancários, com 1,97% (ante 0%), e taxa de aluguel e esgoto residencial, com 1,59% (ante 1,36%).
As principais contribuições de baixa no IPC-M vieram de passagem aérea, com queda de 17,93% (ante -4,10%), perfume, com -4,67% (ante -1,87%), e maçã, com -4,59% (ante 1,70%). O avanço dos preços agropecuários ao produtor indica recomposição parcial após quedas recentes, com impacto direto sobre o comportamento do IPA-M e possíveis reflexos sobre a formação de preços ao longo da cadeia produtiva. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.