31/Mar/2026
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vai solicitar ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a prorrogação de regras que entram em vigor a partir de sexta-feira (03/04) e que podem restringir o acesso ao crédito rural devido a falhas na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR). As Resoluções CMN 5.267 e 5.268, de 2025, exigem que os bancos verifiquem, antes de liberar crédito, se houve supressão de vegetação nativa após 31 de julho de 2019 em imóveis com área superior a quatro módulos fiscais, com base nos dados do sistema Prodes do INPE. Caso seja identificado desmatamento, o financiamento ficará bloqueado até que o produtor comprove a regularidade. A exigência deve ser ampliada para propriedades menores em janeiro de 2027.
A medida expõe descompasso entre o cumprimento das obrigações pelos produtores e a capacidade operacional do Estado, podendo resultar em bloqueio de crédito por falta de análise, e não por irregularidade efetiva. O Rabobank reforçou que, sem CAR validado, o sistema financeiro não consegue avaliar o cumprimento das regras ambientais e implementar instrumentos de incentivo à segurança climática. A lacuna de informações obriga bancos a reconstruírem internamente o mapeamento de grupos econômicos rurais, aumentando custos e complexidade na concessão de crédito. A FPA também criticou a não regulamentação de um incentivo anunciado há dois anos, que previa desconto de 0,25% na taxa de juros para produtores com boas práticas ambientais, medida que nunca foi implementada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.