31/Mar/2026
De acordo com estudo do Banco Central Europeu (BCE) os custos das tarifas comerciais implementadas pelos Estados Unidos recaem majoritariamente sobre empresas e consumidores domésticos, com apenas 5% do impacto sendo absorvido por companhias estrangeiras. A dinâmica reflete o repasse dos custos ao longo da cadeia de preços, pressionando margens e elevando preços ao consumidor final. Atualmente, os consumidores arcam com cerca de um terço do ônus tarifário, enquanto empresas absorvem a parcela restante. Em um cenário de manutenção prolongada das tarifas, a tendência é de intensificação do repasse aos preços finais, com possibilidade de os consumidores suportarem mais da metade do impacto no longo prazo, à medida que as empresas esgotam sua capacidade de absorção de custos.
No horizonte mais amplo, a absorção de custos pelas empresas norte-americanas pode alcançar aproximadamente 40% do total, caso a capacidade de repasse por parte dos exportadores estrangeiros permaneça limitada. Embora os efeitos sejam mais intensos na economia dos Estados Unidos, exportadores europeus também enfrentam impactos negativos. A elevação de 10% nas tarifas tende a resultar em retração de 4,3% no volume de importações nas categorias de produtos ainda sujeitas às medidas tarifárias. O cenário indica que a política tarifária contribui para distorções nos fluxos comerciais, redução do volume de trocas internacionais e aumento de custos ao longo das cadeias produtivas, com efeitos sobre preços, consumo e competitividade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.