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30/Mar/2026

Informalidade nos menores patamares históricos

A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro permaneceu em 37,5% no trimestre encerrado em fevereiro, mantendo-se próxima dos menores níveis da série histórica iniciada em 2012. O resultado é o mais baixo desde 2020 e reflete, principalmente, a melhora na composição da qualidade do emprego. O menor patamar já registrado foi de 36,6%, observado no trimestre até junho de 2020. Diferentemente daquele período, a atual redução não decorre de uma saída generalizada de trabalhadores informais do mercado, mas sim de uma estrutura mais favorável do emprego formal.

Na comparação trimestral, 550 mil pessoas deixaram a informalidade. No mesmo período, o mercado de trabalho como um todo perdeu 874 mil postos, indicando que a retração do emprego ocorreu de forma mais intensa nos vínculos informais. O movimento foi influenciado, sobretudo, pela redução da ocupação na construção civil e por cortes em segmentos menos formalizados da indústria e da agropecuária. Esses setores concentram maior participação de trabalhadores por conta própria sem registro formal.

Entre os componentes da informalidade, houve queda de 342 mil trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, recuo de 48 mil empregadores sem cadastro formal e diminuição de 226 mil trabalhadores por conta própria sem registro. Por outro lado, houve aumento de 38 mil trabalhadores familiares auxiliares e de 27 mil empregados domésticos sem carteira. No total, a população ocupada na informalidade recuou 1,4% em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve redução de 100 mil trabalhadores informais, equivalente a queda de 0,3%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.