30/Mar/2026
As exportações agroindustriais da Argentina somaram 18,5 milhões de toneladas no primeiro bimestre de 2026, estabelecendo o maior volume para o período na última década. O resultado representa crescimento de 8% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Em valor, os embarques atingiram US$ 7,595 bilhões, alta de 7% na comparação anual e o segundo maior desempenho da década. Os produtos foram destinados a mais de 105 países, indicando ampla diversificação de mercados. Entre os 54 complexos produtivos analisados, 26 registraram crescimento nas exportações e 12 alcançaram volumes recordes para o período.
Destacaram-se os avanços nas vendas externas de trigo, com alta de 92%, girassol, com crescimento de 249%, cevada, com 32%, além de produtos lácteos, com aumento de 19%, e do setor de pesca e aquicultura, com 14%. Outros segmentos apresentaram expansão relevante, como o complexo de forrageiras, com alta de 132%, e o de apicultura, com 60%. No total, 169 produtos ampliaram os embarques, com destaque para sementes de girassol, farelo de milho e feijão de soja, que registrou crescimento de 270% no período. O levantamento também apontou a inclusão de 36 novos produtos na pauta exportadora, que não haviam sido embarcados no mesmo período do ano anterior, incluindo itens como fios de algodão, carne caprina e malte torrado.
Entre os produtos de maior valor agregado, destacaram-se o óleo essencial de limão, com preço médio de US$ 29.718 por tonelada, cavalos, a US$ 16.780 por tonelada, e carne bovina desossada fresca ou resfriada, a US$ 12.338 por tonelada. Cortes de carne ovina congelada também apresentaram elevado valor, com média de US$ 6.071 por tonelada. No ranking de destinos por volume, o Vietnã liderou as importações, seguido por Indonésia, Bangladesh e Arábia Saudita. O Brasil ocupou a quinta posição entre os principais compradores. O grupo dos dez maiores destinos concentrou mais de 55% das exportações agroindustriais argentinas no período, refletindo a estratégia de ampliação e diversificação de mercados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.