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30/Mar/2026

China abre investigações comerciais contra os EUA

A China iniciou duas investigações sobre práticas comerciais dos Estados Unidos, ampliando a pressão nas relações bilaterais antes do encontro entre os líderes dos dois países previsto para maio, em Pequim. A iniciativa ocorre em resposta a medidas norte-americanas que podem resultar na elevação de tarifas sobre produtos chineses. Uma das investigações concentra-se em práticas consideradas disruptivas para as cadeias globais de suprimentos, incluindo restrições impostas pelos Estados Unidos à importação de produtos chineses, limitações à exportação de itens de alta tecnologia para a China e restrições a determinados investimentos entre os dois países. A segunda investigação tem como foco barreiras comerciais relacionadas a produtos de energia renovável. O prazo previsto para conclusão dos processos é de seis meses, com possibilidade de extensão por mais três meses.

As medidas adotadas são caracterizadas como recíprocas em relação às investigações conduzidas pelos Estados Unidos com base na Seção 301, reforçando o posicionamento da China de defesa de seus interesses comerciais conforme os resultados das apurações. O movimento ocorre em um contexto de tensões comerciais prolongadas, após um período recente marcado por tarifas recíprocas elevadas, que chegaram a ultrapassar 100% sobre determinados produtos. Apesar de uma trégua estabelecida anteriormente, o fluxo de comércio bilateral recuou para o menor nível em duas décadas e segue em trajetória de queda. A adoção das investigações indica intensificação da estratégia de negociação entre as duas maiores economias globais, com foco na ampliação de poder de barganha antes das discussões de alto nível. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.