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27/Mar/2026

Guerra eleva incertezas e limita o corte de juros

A política monetária no Brasil passou a incorporar de forma mais intensa os efeitos do conflito no Oriente Médio, refletindo aumento da incerteza e impacto sobre as expectativas de inflação. Na reunião de março, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica de juros em 0,25%, para 14,75% ao ano, adotando postura cautelosa diante do cenário externo adverso. As expectativas de inflação, que vinham em trajetória de queda, registraram elevação após o início do conflito e permanecem acima da meta estabelecida de 3% ao ano em todos os horizontes considerados.

Nesse contexto, a condução da política monetária passa a depender de novos desdobramentos geopolíticos, especialmente em relação aos seus efeitos sobre preços de energia e cadeias produtivas globais. O ambiente internacional adverso afeta diretamente economias emergentes, como o Brasil, por meio da volatilidade nos preços de combustíveis e insumos. O País mantém dependência de importações, com cerca de 25% do diesel e 10% da gasolina consumidos sendo adquiridos no exterior, o que amplia a transmissão de choques externos para a inflação doméstica. Diante desse cenário, a estratégia do Banco Central prioriza previsibilidade e prudência, evitando sinalizações antecipadas sobre a intensidade e a duração do ciclo de flexibilização monetária.

A leitura do mercado permanece heterogênea, com projeções que variam entre manutenção do ritmo de cortes de 0,25%, aceleração para 0,5% nas próximas reuniões ou revisão das expectativas para o nível da taxa ao final do ano. A continuidade do ciclo de redução dos juros depende da evolução das condições inflacionárias e do ambiente externo, além da condução da política fiscal, que influencia diretamente a dinâmica da demanda e a ancoragem das expectativas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.