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27/Mar/2026

Paquistão mediando negociações entre EUA e Irã

O governo do Paquistão anunciou que atua como canal de comunicação nas negociações indiretas entre os Estados Unidos e o Irã, visando a um possível acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio. As conversas ocorrem por meio de mensagens retransmitidas pelo Paquistão, com apoio de outros países, como Egito e Turquia, que atuam na facilitação do diálogo. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26/03) que o Irã é que está "implorando por um acordo, não eu", alegando que as notícias de que o Irã recusou um acordo são falsas. O republicano ponderou que pode não estar disposto a trabalhar em um acordo agora, mas logo afirmou que o país persa "ainda tem chance de fazer um acordo". "Eles não são tolos. Na verdade, de certa forma, são muito inteligentes", comentou Trump, descrevendo os iranianos como "ótimos negociadores". "Vamos ver se conseguimos fechar o acordo certo e abrir Estreito de Ormuz. Se o Irã chegar a um acordo satisfatório, o Estreito será reaberto", frisou, acrescentando que "qualquer um sabe que o Irã está conversando conosco".

Segundo o presidente norte-americano, os ex-líderes do regime estão mortos porque não aceitaram fazer acordo antes, voltando a dizer que o Irã tem chance para abandonar ambições nucleares. Trump também reafirmou que, se os Estados Unidos não tivessem realizado os ataques em 28 de fevereiro, o Irã teria uma arma nuclear e "eles a teriam usado, sem dúvidas, contra Israel, outros países da região e os Estados Unidos". Sobre os ataques, ele pontuou que as forças norte-americanas estão acabando com a infraestrutura iraniana: "Estamos destruindo os mísseis e os estoques de drones". Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o grupo Hezbollah está "mais vivo do que nunca" e é "o orgulho do Islã", em publicação no X nesta quinta-feira (26/03). Sem mencionar explicitamente ataques, ele alertou para "uma série de surpresas a caminho". "Fiquem ligados!", alertou. "Hoje, as operações relâmpago e os contínuos ataques qualitativos que infligiram pesadas perdas ao equipamento e às forças do inimigo sionista comprovam a veracidade das promessas do mártir", acrescentou.

Os comentários acontecem em um momento de incertezas em relação ao diálogo entre os Estados Unidos e o Irã para possivelmente encerrar as hostilidades no Oriente Médio. O enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, afirmou que os iranianos rejeitaram repetidamente os pedidos dos Estados Unidos durante as recentes negociações, confirmando foi apresentada com uma lista de 15 medidas que constitui o esboço de um acordo de paz. Witkoff reclamou que o Irã está "enrolando" as negociações, pois insistiu que tinha o direito de enriquecer urânio, mas que seu trabalho é tentar convencer o governo persa de que "não há outras alternativas viáveis" além de fazer um acordo. Segundo ele, o Paquistão está como mediador do acordo-quadro com o Irã. O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, disse que as operações no Oriente Médio não são uma "guerra sem fim" e que há um cronograma e organização para as investidas. "O Pentágono continuará negociando com bombas", acrescentou. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.