27/Mar/2026
A décima sexta edição anual do QS World University Rankings by Subject, divulgada nesta quarta-feira, 25, pela QS Quacquarelli Symonds, mostra que o Brasil tem 18 graduações representadas entre as 50 melhores do mundo, em comparação a 16 em 2025. No top 100, o País tem o maior número de entradas (79) da América Latina, mas fica atrás do México no top 20 e no top 50. A Universidade de São Paulo (USP) foi a instituição brasileira com maior número de disciplinas classificadas no ranking, tanto no top 50 quanto no top 100. Teve ainda a melhor classificação do País na história do ranking, com o 12º lugar em História da Arte. Medicina foi a disciplina com o maior número de instituições classificadas no Brasil, com 18 universidades no ranking. A USP ocupa a posição mais alta nessa área e é a única entre as 50 melhores, ficando no 43º lugar.
Odontologia, Engenharia de Petróleo e Antropologia das universidades brasileiras também se destacaram, com várias ofertas classificadas entre as 50 melhores nessas disciplinas. Embora não figure no top 50, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi a instituição brasileira que apresentou maior evolução no ranking, com quatro de suas graduações subindo de posição, queda de uma e outra ficando na mesma classificação, o que representou uma taxa de melhoria de 50%. A edição de 2026 do QS World University Rankings by Subject analisou 382 cursos de 31 instituições brasileiras. Dessas, 30% (114) subiram na tabela, 26% (99) caíram, 34,5% (132) permaneceram estáveis em suas classificações, enquanto 37 foram classificadas pela primeira vez. O sistema de ensino superior brasileiro vem ganhando impulso internacional, apesar das restrições estruturais. Mesmo com investimento público por aluno ainda abaixo dos níveis da OCDE, a escala, aliada a políticas de inclusão e acesso, começa a se converter em impacto.
O próximo teste será se o Brasil conseguirá sustentar esse impulso por meio de um financiamento mais robusto para pesquisa e colaboração global. A análise deste ano abrange mais de 21 mil ofertas acadêmicas de mais de 1.900 instituições em 100 países, organizadas em 55 disciplinas e 5 grandes áreas de ensino (Artes e Humanidades, Engenharia e Tecnologia, Ciências da Vida e Medicina, Ciências Naturais e Ciências Sociais e Gestão). A QS utiliza cinco métricas principais para compilar os rankings por disciplina, levando em consideração a reputação acadêmica, a reputação entre empregadores e a pesquisa. A ponderação exata de cada métrica varia por área, a fim de refletir as diferenças entre as disciplinas. O desempenho em pesquisa (com base na análise da base de dados bibliométrica Scopus/Elsevier) é considerado um indicador mais forte da solidez institucional na Medicina, por exemplo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.