25/Mar/2026
Países asiáticos intensificaram medidas para mitigar os efeitos da crise energética desencadeada pelo conflito no Oriente Médio e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fornecimento global de petróleo. O Banco Asiático de Desenvolvimento iniciou um pacote emergencial de financiamento para países mais afetados, com desembolsos rápidos de apoio orçamentário e ativação de mecanismos voltados à estabilização econômica. Também foi reforçado o suporte ao comércio e às cadeias de abastecimento, incluindo, de forma excepcional, o financiamento de importações de petróleo. Na Coreia do Sul, o governo anunciou a reativação de cinco reatores nucleares a partir de maio, flexibilização de restrições ao uso de carvão e expansão de fontes renováveis.
O país também iniciou uma campanha nacional de economia de energia, com medidas voltadas à redução do consumo por órgãos públicos e grandes empresas. A elevada dependência energética agrava o cenário, uma vez que cerca de 70% do petróleo importado pela Coreia do Sul passa pelo Estreito de Ormuz. Apesar da existência de reservas estratégicas, o país enfrenta risco iminente de restrição no abastecimento. Outros países da região também ampliaram o uso de fontes alternativas. Filipinas, Tailândia, Vietnã e Índia aumentaram o consumo de carvão para compensar a escassez de gás natural liquefeito, movimento que pode elevar emissões e retardar a transição energética.
Na China, houve intervenção para conter a alta dos combustíveis, com redução de reajustes planejados nos preços internos de derivados de petróleo. Já o Japão anunciou a liberação de aproximadamente um mês de suas reservas estratégicas de petróleo, com o objetivo de evitar desabastecimento no mercado doméstico, além da destinação de recursos adicionais para mitigar a alta dos preços de energia. O cenário global aponta para maior restrição na oferta de combustíveis, com tendência de agravamento nas próximas semanas. A combinação de tensões geopolíticas, interrupções logísticas e aumento da demanda reforça a pressão sobre preços e amplia os riscos para a segurança energética e a inflação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.