24/Mar/2026
INFLAÇÃO
A projeção para o IPCA de 2026 avançou de 4,10% para 4,17%, mantendo-se abaixo do teto da meta de inflação, fixado em 4,50%, em um cenário marcado por incertezas externas e pressão nos preços de energia. Na comparação mensal, a estimativa apresentou elevação relevante frente aos 3,91% projetados há quatro semanas, refletindo o impacto da alta do petróleo e do ambiente geopolítico sobre as expectativas inflacionárias. Para 2027, a projeção foi mantida em 3,80% pela segunda semana consecutiva. Para 2028, a previsão passou de 3,50% para 3,52%, ao passo que a estimativa para 2029 permanece estável em 3,50%.
O regime de metas contínuas estabelece centro de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% para mais ou para menos. O descumprimento ocorre caso a inflação permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos. O cenário reforça a influência de fatores externos, especialmente os preços de energia. O IPCA deve acumular alta de 1,10% no trimestre entre março e maio de 2026. A estimativa para março subiu de 0,32% para 0,37%, enquanto a projeção para abril avançou de 0,41% para 0,43%. Para maio, a expectativa passou de 0,29% para 0,30%. O movimento indica revisão altista nas expectativas inflacionárias de curto prazo, em um ambiente ainda influenciado por fatores como preços de commodities, custos energéticos e incertezas no cenário internacional.
PIB
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 subiu de 1,83% para 1,84%, indicando leve ajuste positivo nas expectativas para a atividade econômica. Na comparação com um mês antes, quando a estimativa era de 1,82%, observa-se estabilidade com viés de alta moderada. As estimativas oficiais apontam crescimento mais robusto no curto prazo, com projeção de 2,3% para a economia brasileira, refletindo revisões estatísticas e desempenho acima do esperado em períodos anteriores, especialmente no setor agropecuário. Para 2027, a estimativa permanece em 1,80% pela 12ª semana consecutiva, indicando manutenção de um ritmo moderado de expansão econômica. Para 2028 e 2029, as estimativas seguem estáveis em 2,00%. O cenário indica continuidade de uma trajetória de expansão gradual da economia, condicionada a fatores internos e externos, incluindo política monetária, dinâmica inflacionária e ambiente internacional.
JUROS
A projeção para a taxa Selic ao fim de 2026 subiu de 12,25% para 12,50%, marcando a terceira alta consecutiva nas estimativas e refletindo o aumento das incertezas no cenário econômico. Na comparação com um mês antes, quando a projeção estava em 12,13%, observa-se ajuste relevante nas expectativas, influenciado principalmente pelo ambiente externo e pela pressão sobre os preços de energia. Para 2027, a projeção permanece em 10,50% pela 58ª semana consecutiva. A divulgação ocorre após o início do ciclo de redução da taxa básica de juros, com corte de 0,25%, encerrando período prolongado de estabilidade. Para os anos seguintes, as expectativas permanecem estáveis, com projeção de 10,00% para 2028 e de 9,50% para 2029.
DÓLAR
A projeção para a cotação do dólar ao fim de 2026 permanece em R$ 5,40. Para 2027, a estimativa apresenta leve recuo, passando de R$ 5,47 para R$ 5,45, refletindo ajuste marginal nas projeções do mercado. Na comparação mensal, as expectativas também recuaram, ante R$ 5,45 e R$ 5,50 projetados anteriormente para 2026 e 2027, respectivamente. No horizonte mais longo, as projeções permanecem praticamente estáveis. Para 2028, segue em R$ 5,50, enquanto para 2029 houve leve ajuste de R$ 5,51 para R$ 5,50. O cenário indica estabilidade cambial relativa, ainda que sujeito a oscilações decorrentes do ambiente externo, fluxo de capitais e dinâmica macroeconômica, incluindo fatores como juros, inflação e riscos geopolíticos.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.