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24/Mar/2026

Resiliência redefine competitividade no Agro global

Segundo a KPMG Brasil, a lógica de eficiência vem sendo substituída pela busca por resiliência no agronegócio global, em um movimento que redefine o conceito de competitividade no setor, segundo avaliação de Giovana Araújo, sócia-líder para o agronegócio da KPMG Brasil. A análise indica que a eficiência isolada deixou de ser suficiente diante de um ambiente geopolítico mais fragmentado, em que riscos logísticos, comerciais e regulatórios ganharam relevância. Nesse cenário, decisões passam a considerar não apenas custo e produtividade, mas também segurança operacional e capacidade de adaptação.

A mudança ocorre em um contexto em que o comércio internacional se torna mais politizado, transformando o agronegócio em instrumento estratégico. Alimentos, energia, fertilizantes e logística passam a integrar a disputa por influência entre países, ampliando a centralidade do setor no cenário global. Com isso, o agronegócio passa a conectar simultaneamente temas como segurança alimentar, energética e de insumos, elevando sua importância nas estratégias nacionais. A nova dinâmica de competitividade, segundo a avaliação, será sustentada por três pilares principais: rentabilidade, confiança e colaboração.

Esse conjunto passa a orientar decisões de investimento, parcerias e inserção internacional. Para o Brasil, o desafio está em avançar no posicionamento estratégico para aproveitar as oportunidades abertas pela nova configuração global, marcada por maior complexidade e por relações multilaterais mais instáveis. A avaliação é de que, no novo ambiente, o desempenho do agronegócio dependerá menos do volume produzido e mais da capacidade de navegar riscos e construir relações confiáveis em um cenário global multipolar. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.