23/Mar/2026
Segundo a Ampere Consultoria, o outono e o inverno de 2026 devem ser marcados por chuvas acima da média na Região Sul do Brasil, temperaturas mais elevadas no Centro-Sul e condições mais secas no extremo norte do País, em um cenário de avanço do El Niño, que aumenta o risco de eventos climáticos extremos ao longo da estação fria. O fenômeno vem sendo monitorado desde o inverno de 2025 e deve se intensificar nos próximos meses. Desde o inverno de 2025, há indicação sobre a possibilidade de desenvolvimento de um evento de El Niño em 2026 e, até o momento, os prognósticos vêm corroborando essa sinalização. As temperaturas do oceano já estão acima do normal na costa oeste da América do Sul e em áreas do Pacífico Equatorial, sinal de que o aquecimento deve se espalhar nos próximos meses.
O modelo climático europeu ECMWF indica que o El Niño pode se estabelecer a partir de maio. O ponto de partida é uma estação chuvosa mais fraca em grande parte do Brasil, após um período de La Niña. A mudança para o El Niño tende a alterar esse comportamento, mas de forma desigual entre as regiões. Em abril, os efeitos ainda devem ser limitados. Entre maio e julho, período que abrange o outono e o início do inverno, a influência do fenômeno deve aumentar, com mais chuvas na Região Sul e em áreas das Regiões Sudeste e Centro-Oeste. Na Região Norte, a tendência é oposta, com períodos mais secos. Nas temperaturas, a expectativa é de calor acima do normal em parte da América do Sul, com reflexos no Centro-Sul do Brasil.
Esse comportamento está associado a uma maior entrada de ar quente vindo do norte do continente, o que reduz a frequência de ondas de frio. O aquecimento do Pacífico também favorece a formação de frentes frias mais lentas e persistentes sobre a Região Sul do Brasil. Na prática, isso aumenta o risco de episódios de chuva volumosa e tempestades na região, enquanto o interior do País pode enfrentar veranicos, que são períodos de calor e tempo seco prolongados mesmo fora do padrão da estação. O El Niño deve se manter entre fraco e moderado durante a estação fria, mas não se descarta que o fenômeno ganhe intensidade ao longo da primavera, período em que costuma atingir seu pico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.