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23/Mar/2026

Previsão climática para o outono 2026 no Brasil

A previsão climática para o outono de 2026 indica chuvas irregulares e temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, cenário que pode impactar o desenvolvimento das lavouras, especialmente da segunda safra.

Na Região Norte, a tendência é de chuvas acima da média na maior parte do território, favorecendo o desenvolvimento das lavouras já estabelecidas e a manutenção das pastagens. Em áreas específicas, os volumes devem ficar próximos da média, enquanto as temperaturas permanecem elevadas em praticamente toda a região.

Na Região Nordeste, a previsão aponta para chuvas abaixo da média em grande parte da região, com destaque para Bahia, Rio Grande do Norte e Paraíba. Por outro lado, o Maranhão e o norte do Piauí podem registrar volumes acima da média. As temperaturas devem se manter acima da média histórica, com variações mais amenas na faixa norte.

Na Região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a combinação de menor volume de chuvas e temperaturas elevadas tende a reduzir a umidade do solo, em função da maior evapotranspiração. Esse cenário pode afetar o desenvolvimento das lavouras da 2ª safra de 2026, especialmente milho e algodão.

Na Região Centro-Oeste, as chuvas devem ficar próximas da média em grande parte de Goiás e Mato Grosso, enquanto Mato Grosso do Sul pode registrar volumes abaixo do normal. As temperaturas elevadas, associadas à menor disponibilidade hídrica, podem comprometer o desenvolvimento das lavouras, sobretudo em fases mais sensíveis do ciclo.

Na Região Sudeste, a tendência é de chuvas abaixo da média em São Paulo e em grande parte de Minas Gerais, com volumes próximos da média nas demais áreas. Há possibilidade de eventos de chuva mais intensos no leste da região. As temperaturas permanecem acima da média, com eventuais incursões de ar frio em áreas de maior altitude.

Na Região Sul, a previsão indica chuvas abaixo da média em todo o território, com maior intensidade no Paraná e em Santa Catarina. As temperaturas devem ficar acima da média, o que pode reduzir a umidade do solo, impactar o desenvolvimento das lavouras de segunda safra e dificultar o estabelecimento inicial das culturas de inverno, além de atrasar operações de semeadura em algumas áreas.

O cenário de menor disponibilidade hídrica, aliado ao calor acima da média, eleva o risco de estresse hídrico e pode comprometer o potencial produtivo, principalmente em solos com menor capacidade de retenção de água. O prognóstico também indica tendência de aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial ao longo do trimestre, sinalizando possível evolução para um evento de El Niño, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas nas regiões produtoras. Fonte: Notícias Agrícolas. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.