23/Mar/2026
A interrupção dos embarques de fertilizantes e a alta nos preços de energia decorrentes do conflito no Irã elevam o risco de nova disparada nos preços globais de alimentos. O bloqueio do Estreito de Ormuz, responsável pelo transporte de cerca de 30% dos fertilizantes comercializados no mundo, ameaça a recuperação econômica de países vulneráveis que ainda se recuperam dos impactos da pandemia e da guerra na Ucrânia. Ao contrário do petróleo, não há estoques estratégicos globais de fertilizantes, aumentando a vulnerabilidade da oferta.
Segundo a Moody's Ratings, alimentos e combustíveis representam entre 30% e 50% da cesta de inflação em diversos mercados emergentes. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) aponta que os preços da ureia subiram entre 30% e 40%, o que deve reduzir a disponibilidade de insumos para culturas intensivas em nitrogênio, como milho e trigo. A diminuição da oferta desses grãos impacta diretamente a produção de rações e, consequentemente, a disponibilidade de carnes e laticínios, pressionando preços em nível global e ampliando riscos para sistemas agrícolas dependentes de fertilizantes nitrogenados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.