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20/Mar/2026

Logística: risco de greve de caminhoneiros é baixo

Segundo o núcleo de pesquisa e extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), o risco de uma paralisação nacional de caminhoneiros é considerado baixo. Os movimentos atuais são regionais e isolados, e formados principalmente por motoristas autônomos. A mobilização não tem o apoio de transportadoras e embarcadores, diferentemente do cenário observado na greve de 2018, quando a principal reivindicação da categoria foi a redução do custo do diesel. No momento, há um baixo risco de greve nacional no nível visto há 8 anos.

Sobre o preço dos combustíveis, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam um aumento de 11% no diesel nos postos na última semana. O reajuste representa uma elevação entre 5% e 6% nos custos operacionais dos caminhoneiros. Mas, o repasse desse custo para os fretes não deve ocorrer de forma imediata. A transmissão de preços costuma ocorrer a médio prazo e em períodos de baixa demanda. Esse repasse pode acontecer no segundo semestre. Atualmente, no recorte regional, os preços do frete apresentam comportamentos distintos conforme o avanço da colheita da safra de grãos.

Em Mato Grosso, com a safra praticamente finalizada, os preços estão em queda, enquanto na região Central e Sudeste, (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo), os valores permanecem estáveis. No entanto, em Estados em que a colheita é mais tardia, como Bahia, Rio Grande do Sul e a região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia), os fretes registram alta por causa da intensificação dos trabalhos de campo neste mês. É difícil mensurar exatamente o impacto do diesel nos fretes no curto prazo porque o mercado está naturalmente aquecido pelo pico da safra. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.