20/Mar/2026
Segundo o Conselho Internacional de Grãos (IGC), a produção mundial de grãos no ciclo 2025/26 está estimada em 2,470 bilhões de toneladas, estabelecendo novo recorde e superando em 10 milhões de toneladas a projeção anterior. Na comparação com a safra passada, o avanço é de 143 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelo aumento na produção de milho, trigo e cevada.
Os estoques finais globais foram revisados para 632 milhões de toneladas, atingindo o maior nível em seis anos. O comércio internacional de grãos também apresenta expansão, com estimativa de 632 milhões de toneladas em 2025/26, crescimento de 25 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior, sustentado por maiores fluxos de trigo e milho.
No mercado de oleaginosas, a produção global de soja em 2025/26 foi ajustada para 426 milhões de toneladas, redução de 2 milhões de toneladas frente à estimativa anterior, refletindo revisões para baixo nas safras do Brasil e da Índia. Apesar disso, o comércio internacional da oleaginosa deve alcançar novo recorde, impulsionado pela demanda asiática.
Para o arroz, a expectativa é de crescimento no comércio global, com volume projetado em 59,5 milhões de toneladas em 2025/26, também em nível recorde. O Índice de Grãos e Oleaginosas registrou alta de 1% no último mês, influenciado principalmente pelo avanço dos preços de energia. Entre os subíndices, o trigo apresentou elevação de 6%, refletindo tensões geopolíticas e valorização do petróleo, enquanto o milho subiu 2%. Em sentido oposto, os subíndices do arroz e da soja recuaram 3% e 1%, respectivamente.
Para o ciclo 2026/27, a projeção inicial indica redução de 2% na produção global de grãos, para 2,417 bilhões de toneladas, associada à expectativa de menor área colhida e produtividade. Em contrapartida, o consumo deve atingir novo recorde, estimado em 2,440 bilhões de toneladas, o que tende a reduzir os estoques finais para 609 milhões de toneladas.
O cenário global segue condicionado por riscos geopolíticos, especialmente no Oriente Médio, com potencial impacto sobre cadeias de suprimento agrícolas. A região do Estreito de Ormuz é estratégica para o fluxo global de fertilizantes, concentrando cerca de 35% das exportações de ureia e 30% de amônia, o que pode influenciar custos de produção e formação de preços no mercado agrícola. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.