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20/Mar/2026

Setor Industrial: Pesquisa de Inovação Semestral

De acordo com a 7ª edição da Pesquisa de Inovação Semestral: Indicadores básicos, divulgada nesta quinta-feira (19/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de inovação da indústria extrativa e de transformação recuou para 64,4% em 2024, queda de 0,2% frente a 2023 e terceira retração consecutiva desde o pico observado em 2021. O movimento ocorre em um ambiente ainda marcado por incertezas econômicas e ajustes nas estratégias empresariais. O indicador considera como inovação a introdução de produtos novos ou substancialmente aprimorados, bem como a implementação de processos de negócios novos ou melhorados.

Entre os setores, a fabricação de produtos químicos liderou a taxa de inovação, seguida pela produção de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e pela fabricação de móveis. Na outra ponta, o segmento de produtos do fumo apresentou o menor índice. A inovação segue mais presente em empresas de maior porte, alcançando 75,4% nas companhias com 500 ou mais pessoas ocupadas. Já nas faixas intermediárias, os índices ficaram em 65,7% para empresas com 250 a 499 empregados e 59,8% entre aquelas com 100 a 249 trabalhadores. No detalhamento, a proporção de empresas que inovaram simultaneamente em produto e processo caiu para 32,7%, o menor nível da série recente.

A inovação em produto isoladamente também perdeu força, enquanto os avanços em processos de negócios apresentaram leve crescimento, com destaque para mudanças organizacionais e gestão de recursos humanos. Apesar da desaceleração na taxa de inovação, os gastos totais em pesquisa e desenvolvimento somaram R$ 39,9 bilhões em 2024, acima dos R$ 38,2 bilhões registrados em 2023, com predominância da indústria de transformação. Ainda assim, a parcela de empresas que realizaram investimentos internos em P&D recuou para 32,9%, o menor nível desde 2021. O financiamento das atividades de pesquisa segue concentrado em recursos próprios, responsáveis por 86% do total, enquanto o setor público respondeu por 8%.

O uso de instrumentos de apoio público cresceu, alcançando 38,6% das empresas inovadoras, com destaque para incentivos fiscais. As dificuldades para inovar permaneceram elevadas, atingindo 47,8% das empresas inovadoras. Os principais obstáculos continuam sendo a instabilidade econômica, a limitação de recursos internos e o aumento da concorrência. Ainda assim, os entraves apresentaram redução em relação aos níveis observados em 2021. Para os próximos anos, parte relevante das empresas sinaliza manutenção ou ampliação dos investimentos em inovação, indicando expectativa de continuidade das atividades, ainda que em ritmo moderado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.