19/Mar/2026
Pesquisa da plataforma Frete.com com 1.888 caminhoneiros mostra que cerca de 70% dos entrevistados não pretendem aderir ou ainda não decidiram sobre uma eventual paralisação da categoria, em meio à alta do diesel e às articulações em diferentes regiões do País. Do total, 20,29% afirmaram que não participarão, 18,27% disseram que provavelmente não irão aderir, e 29,13% ainda não definiram. Aqueles que confirmaram participação somam 16,21%, e 16,10% disseram que provavelmente vão aderir.
O levantamento ajuda a dimensionar, de forma preliminar, o tamanho da mobilização em um momento em que o governo busca evitar impactos logísticos pela alta de combustíveis. Nesta quarta-feira, o ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou medidas para reforçar o cumprimento do piso mínimo de frete, incluindo a possibilidade de cassação do registro de empresas que descumprirem a tabela de forma contumaz. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que a alta dos combustíveis decorre do conflito no Oriente Médio e afirmou que a Casa atuará rapidamente na discussão da Medida Provisória que trata da zeragem de impostos sobre o diesel.
Segundo Motta, “o momento é de união” diante do impacto internacional no preço do petróleo. O movimento ganhou força após o reajuste da Petrobras no diesel A em R$ 0,38 por litro em 14 de março, aumento de 11,6%, dois dias depois do pacote do governo com zeragem de PIS/Cofins e subvenção ao combustível. Em 16 de março, assembleia em Santos (SP) aprovou paralisação no segmento de contêineres, mas houve divergências entre entidades sobre o apoio ao movimento nos dias seguintes.
Segundo a Frete.com, o preço médio nacional do transporte rodoviário avançou 0,89% na última semana, para R$ 0,517 por quilômetro por tonelada rodada, abaixo do reajuste de 7% da ANTT para pisos mínimos. As maiores altas ocorreram no Nordeste (3,81%) e Sul (0,12%), enquanto Sudeste permaneceu estável (-0,06%) e Centro-Oeste e Norte registraram quedas de 3,49% e 6,75%, respectivamente. A Frete.com conecta embarcadores e caminhoneiros e monitora preços de fretes no Brasil, com 25 mil empresas e 900 mil motoristas cadastrados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.