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18/Mar/2026

Inflação recua em março puxada por commodities

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) registrou queda de 0,24% em março, refletindo principalmente o recuo das commodities de maior peso no índice, com destaque para minério de ferro, soja e milho. O comportamento dos preços no atacado segue como principal fator de pressão sobre o indicador, embora parte desse movimento tenha sido compensada por altas em produtos da pecuária. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) apresentou retração de 0,39% no período, após queda mais intensa de 0,80% em fevereiro. A desaceleração da queda indica que, apesar da continuidade do movimento baixista nas commodities, houve influência de itens com trajetória de alta, especialmente no segmento pecuário, incluindo bovinos, carne e leite.

A análise por estágios de processamento evidencia mudanças na dinâmica de transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva. O grupo de bens finais passou de recuo de 0,05% em fevereiro para alta de 0,59% em março, indicando repasse parcial de custos ou recomposição de margens em produtos destinados ao consumo final. Ao excluir alimentos in natura e combustíveis para consumo, o avanço dos bens finais foi mais moderado, passando de alta de 0,06% para 0,16%, o que sugere que parte relevante da pressão inflacionária no segmento está concentrada nesses itens mais voláteis.

No segmento de bens intermediários, os preços registraram leve queda de 0,03% em março, após alta de 0,61% no mês anterior, sinalizando arrefecimento nos custos ao longo das etapas produtivas. As matérias-primas brutas mantiveram trajetória de queda, embora em ritmo menos intenso. A variação passou de -2,20% em fevereiro para -1,11% em março, indicando continuidade da pressão baixista, porém com desaceleração. O conjunto dos dados aponta para um cenário de acomodação nos preços ao produtor, impulsionado pela retração das commodities, mas com sinais de recomposição em etapas mais próximas do consumo. Esse movimento sugere uma dinâmica mista na formação de preços, com impactos distintos ao longo da cadeia produtiva. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.