18/Mar/2026
Segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou crescimento de 0,2% em janeiro de 2026 em relação a dezembro de 2025, marcando o terceiro avanço consecutivo da atividade econômica. Na comparação com janeiro de 2025, a expansão foi de 1,2%, enquanto o acumulado em 12 meses até janeiro alcançou alta de 2,2%.
O desempenho no período reflete evolução heterogênea entre os componentes da demanda. O consumo das famílias apresentou crescimento de 1%, acumulando três trimestres móveis consecutivos de avanço e contribuindo para a sustentação da atividade. No setor externo, as exportações de bens e serviços avançaram 11% em janeiro de 2026, enquanto as importações recuaram 1,3%, com destaque para a queda nas compras de bens intermediários. Por outro lado, os investimentos seguem em trajetória de retração.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrou queda de 4,2% no trimestre móvel encerrado em janeiro, mantendo o movimento de recuo observado desde o final de 2025, o que indica menor dinamismo na ampliação da capacidade produtiva. O nível de atividade econômica, embora positivo, apresenta ritmo moderado, refletindo o impacto do elevado patamar das taxas de juros sobre diferentes segmentos da economia. Esse ambiente tem contribuído para um cenário de estabilidade relativa, com crescimento limitado.
Em termos monetários, o PIB atingiu aproximadamente R$ 1,078 trilhão em janeiro de 2026. A taxa de investimento da economia foi de 19,1% no período, indicando participação ainda contida dos investimentos na composição do produto. O conjunto dos indicadores sinaliza continuidade de crescimento gradual, sustentado principalmente pelo consumo e pelo setor externo, enquanto os investimentos permanecem como principal ponto de fragilidade no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.