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18/Mar/2026

Brasil atrai fluxo em meio à aversão global ao risco

Segundo o Citi, o mercado de ações brasileiro tem se destacado como destino relativamente seguro para investidores em meio ao aumento da aversão ao risco global, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio. A combinação de menor exposição direta aos impactos econômicos do conflito e características estruturais da economia brasileira sustenta a percepção de resiliência no curto e no longo prazo. Nesse contexto, a alocação em ativos brasileiros, especialmente em setores ligados a petróleo e utilidades, tende a se beneficiar do ambiente de volatilidade internacional. A exposição a essas áreas reflete tanto o perfil defensivo quanto o potencial de captura de ganhos em cenários de elevação dos preços de energia.

A posição do Brasil como exportador líquido de petróleo bruto contribui para esse cenário, ao mesmo tempo em que a relevância do país no mercado global de biocombustíveis amplia sua atratividade. Apesar disso, a dependência de produtos refinados ainda representa um ponto de atenção na estrutura energética. O ambiente externo segue marcado por incertezas, especialmente em relação à normalização do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz. A expectativa é de que essa normalização não ocorra no curto prazo, mantendo o mercado global sob pressão e sustentando a postura mais cautelosa dos investidores. Atualmente, o Estreito permanece com restrições operacionais relevantes, com impactos diretos sobre o transporte marítimo.

A suspensão de coberturas de seguro, a redução da produção por parte de países do Golfo diante da limitação de armazenamento e os gargalos logísticos contribuem para a manutenção da volatilidade nos mercados. Nesse cenário, o Brasil tende a continuar se beneficiando como alternativa de alocação, com potencial de atrair fluxos de capital em busca de mercados menos expostos aos desdobramentos diretos do conflito. A dinâmica reforça o papel do país como opção defensiva dentro do universo de mercados emergentes, especialmente enquanto persistirem as incertezas no ambiente internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.