18/Mar/2026
Segundo a Organização Marítima Internacional (OMI), a navegação pelo Estreito de Ormuz segue sem garantia de segurança, mesmo com a adoção de escoltas navais, indicando manutenção de riscos elevados para o transporte marítimo na região. A avaliação aponta que a assistência militar não configura solução sustentável ou de longo prazo para a normalização do fluxo na hidrovia. O Estreito de Ormuz concentra aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito e permanece em grande parte fechado, cenário que tem impulsionado os preços de energia e ampliado as pressões inflacionárias globais.
A restrição ao tráfego marítimo tem provocado reconfiguração acelerada das cadeias logísticas, com redirecionamento de rotas, utilização de transporte terrestre e aumento do risco de perdas, especialmente para cargas perecíveis. O ambiente também gera dificuldades operacionais para embarcações retidas na região, com impactos sobre o abastecimento e as condições das tripulações. A situação deve ser discutida em sessão extraordinária do conselho da Organização Marítima Internacional, com foco nos efeitos do conflito sobre o transporte marítimo global e sobre os trabalhadores do setor. Diante do cenário de risco elevado, a orientação é de evitar a navegação na região até que haja maior previsibilidade quanto à segurança, reduzindo a exposição de embarcações e tripulações.
Ainda, dados mostram que um total de 15 navios conseguiram transitar pelo Estreito de Ormuz nos últimos três dias, segundo a plataforma de monitoramento MarineTraffic. Foram 8 navios de carga seca, 5 petroleiros e 2 transportadores de gás natural GLP. Cerca de 87% foram trânsitos de saída de Ormuz, com muitas embarcações adotando rotas incomuns pelas águas territoriais do Irã. Apenas 13% adentraram a região do Golfo, o que, conforme a MarineTraffic, representa o desequilíbrio contínuo nos fluxos de tráfego marítimo. A plataforma não informou os números esperados de tráfego no Estreito de Ormuz sob condições normais, desconsiderando a atual guerra. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.