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17/Mar/2026

Dólar recua com redução da aversão global ao risco

O dólar encerrou esta segunda-feira (16/03) a R$ 5,22, com recuo de 1,63%, após ter avançado 3% nos dois pregões anteriores, quando superou R$ 5,30, atingindo o maior fechamento desde 21 de janeiro. A mínima intradia foi de R$ 5,25. A valorização acumulada da moeda americana em março é de 1,87%, após queda de 2,16% em fevereiro, enquanto as perdas no ano totalizam 4,72%. O movimento reflete o alinhamento com o comportamento da moeda nos mercados internacionais e a redução da percepção de risco global, impulsionada pela queda nos preços do petróleo e expectativas de maior fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz. O Brent para maio recuou 2,84%, se mantendo acima de US$ 100,00 por barril, com valorização acumulada de quase 40% em março.

Declarações de autoridades internacionais sobre a possibilidade de diálogo com o Irã e restabelecimento do tráfego pelo Estreito também contribuíram para a recuperação das divisas emergentes, com o Real figurando entre as três moedas que mais avançaram frente ao dólar. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas fortes, recuou 0,57%, fechando em 99,785 pontos, após atingir mínima em 99,660 pontos. O Dollar Index registra alta de 2,20% em março e 1,53% no ano. No cenário doméstico, leilões de recompra de títulos pelo Tesouro Nacional proporcionaram liquidez adicional e reduziram o estresse nos mercados de renda fixa, fortalecendo a posição do Real. A expectativa é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicie o ciclo de afrouxamento da Selic de forma cautelosa, com corte de 0,25% para 14,75% ao ano, embora algumas projeções apontem pela manutenção da taxa em 15%.

A taxa básica elevada deve sustentar um diferencial de juros favorável ao Real, mesmo em caso de redução. Especialistas destacam que, se o aumento recente do petróleo se consolidar como um novo choque de oferta, o dólar pode se fortalecer em relação a moedas globais, especialmente euro e libra. Para o Real, o impacto é mais ambíguo: a alta do petróleo melhora os termos de troca e aumenta receitas do setor petrolífero, beneficiando a dinâmica fiscal de curto prazo, mas a moeda continua sensível às condições globais de risco, podendo sofrer desvalorização em momentos de aversão a risco, independentemente de fundamentos domésticos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.