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13/Mar/2026

Clima: aumenta probabilidade de El Niño em 2026

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) indicou aumento nas chances de formação do fenômeno El Niño ao longo de 2026. A probabilidade de desenvolvimento do evento climático entre junho e agosto é de 62%, com possibilidade de persistência até pelo menos o final do ano. As estimativas apontam elevação gradual dessa probabilidade ao longo do segundo semestre. Entre julho e setembro, a chance sobe para 72%; entre agosto e outubro, para 80%; e entre outubro e dezembro, para 83%. Apesar da sinalização, o fenômeno ainda não está configurado. As medições mais recentes mostram temperaturas no Pacífico central cerca de 0,5°C abaixo da média histórica, condição associada à presença do fenômeno La Niña, padrão climático oposto ao El Niño.

A projeção da agência é de que esse padrão se dissipe até abril, abrindo espaço para uma fase neutra entre maio e julho antes da possível instalação do novo evento climático. De acordo com a NOAA, o aumento das probabilidades está relacionado ao acúmulo de calor nas camadas subsuperficiais do Oceano Pacífico e à tendência de enfraquecimento dos ventos alísios nos próximos meses. Quando esses ventos perdem intensidade, águas mais quentes avançam pelo Pacífico equatorial, criando condições favoráveis à formação do fenômeno. A intensidade de um eventual evento permanece incerta. Há probabilidade aproximada de um terço de que o fenômeno atinja intensidade forte entre outubro e dezembro. A própria agência ressalta, contudo, que previsões realizadas neste período do ano tendem a apresentar maior grau de incerteza. A próxima atualização das projeções está prevista para 9 de abril. No Brasil, o fenômeno tem implicações relevantes para o setor agropecuário.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), anos caracterizados por El Niño costumam apresentar chuvas acima da média na Região Sul e redução de precipitações em áreas do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste, além de temperaturas mais elevadas em grande parte do País. Os impactos sobre a agricultura variam por região. No Matopiba, área formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e em parte do Brasil Central, a tendência é de menor disponibilidade hídrica, chuvas irregulares e maior risco de perdas de produtividade. No Centro-Sul, o aumento da umidade pode favorecer culturas como soja e milho de 1ª safra (safra de verão). Na Região Sul, entretanto, o excesso de chuvas pode dificultar operações de manejo, atrasar o plantio de soja e elevar o risco de doenças nas lavouras. Os efeitos dependem da intensidade do fenômeno e da interação com outros sistemas atmosféricos, como frentes frias e a Zona de Convergência do Atlântico Sul. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.