13/Mar/2026
O Irã intensificou ataques contra infraestrutura civil e rotas marítimas no Golfo Pérsico, atingindo três embarcações que transitavam pelo Estreito de Ormuz, corredor estratégico para o comércio global de energia. A escalada ocorre no contexto do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel, ampliando os riscos para o transporte marítimo e para o abastecimento energético internacional. Além dos ataques a navios cargueiros, drones atingiram áreas próximas ao aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, resultando em feridos nas proximidades do terminal. Paralelamente, aeronaves dos Estados Unidos e de Israel realizaram novos bombardeios em Beirute, no Líbano, e em Teerã, capital iraniana. Segundo monitoramento de segurança marítima, o número de embarcações atingidas desde o início do conflito chegou a 14. Entre os navios atingidos estão um cargueiro da Tailândia, que registrou incêndio a bordo, além de uma embarcação do Japão e um graneleiro registrado nas Ilhas Marshall.
A escalada militar provocou interrupções significativas na navegação pelo Estreito de Ormuz, onde centenas de navios permanecem retidos. A situação configura uma das maiores perturbações no fluxo global de energia desde a crise do petróleo da década de 1970, considerando que a rota é responsável por parcela expressiva do petróleo transportado internacionalmente. Autoridades iranianas indicaram que o bloqueio ao transporte de petróleo poderá continuar enquanto persistirem os bombardeios realizados por forças norte-americanas. O cenário aumenta a probabilidade de uma guerra prolongada de desgaste, com potencial de gerar impactos econômicos e logísticos em escala global. Os confrontos também se intensificaram em território libanês, com ataques a posições associadas ao Hezbollah. As ofensivas no Líbano resultaram em mais de 600 mortes e deixaram cerca de 800 mil pessoas desalojadas, enquanto aproximadamente 92 mil civis buscaram refúgio na Síria.
Em resposta às ofensivas, o Irã lançou drones contra países do Golfo. As defesas aéreas do Kuwait interceptaram oito drones iranianos, enquanto a Arábia Saudita informou ter abatido cinco dispositivos que se dirigiam ao campo petrolífero de Shaybah. O governo iraniano também relatou ataques contra alvos em Israel, incluindo instalações militares e sistemas de radar, além de alegações de ofensivas contra bases norte-americanas no Bahrein. O conflito, que alcançou 13 dias de duração, permanece sem sinais de desescalada. A continuidade das operações militares e o bloqueio parcial de rotas marítimas estratégicas ampliam as incertezas sobre o fornecimento global de petróleo e sobre os impactos econômicos associados à crise regional. Nesta quinta-feira (12/03), 13º dia da guerra no Oriente Médio, um navio cargueiro pegou fogo após ser atingido por um projétil na costa de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A informação foi revelada pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO). Os líderes do G7 concordaram em avaliar a possibilidade de adoção de escolta para embarcações que transitam pelo Golfo Pérsico, com o objetivo de garantir condições de navegação em meio ao aumento das tensões na região. A medida faz parte de discussões voltadas à preservação do fluxo marítimo em uma das principais rotas globais de transporte de energia. A análise ocorre no contexto do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã e de seus impactos sobre o mercado internacional de energia. O tema foi discutido em teleconferência convocada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, com os demais líderes do grupo.
Como desdobramento da reunião, foi criado um grupo de trabalho responsável por examinar a viabilidade de escolta a navios na região, condicionada à existência de condições adequadas de segurança. A iniciativa também prevê diálogo com empresas de navegação, companhias de transporte marítimo e seguradoras, com o objetivo de avaliar os impactos operacionais e financeiros de eventuais medidas de proteção às rotas comerciais. A discussão ocorre em um momento de elevada sensibilidade para o mercado global de energia, dado o papel estratégico do Golfo Pérsico no escoamento internacional de petróleo e derivados. A eventual adoção de escoltas navais pode influenciar custos logísticos, prêmios de seguro marítimo e a estabilidade das cadeias globais de abastecimento energético.
O Irã defendeu a manutenção do bloqueio do Estreito de Ormuz como instrumento de pressão estratégica no contexto do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel. A posição indica continuidade da restrição a uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e sinaliza possibilidade de ampliação das ações militares na região. A estratégia de manter a rota marítima fechada foi apresentada como parte das medidas destinadas a pressionar adversários no atual cenário de guerra. A avaliação é de que o bloqueio pode continuar sendo utilizado enquanto persistirem as hostilidades, com possibilidade de adoção de novas ações militares caso o conflito se prolongue. O posicionamento também inclui advertência a países do Oriente Médio que abrigam forças militares norte-americanas. A orientação é de fechamento dessas instalações, diante do risco de que bases utilizadas por forças estrangeiras sejam consideradas alvos potenciais em eventuais operações militares.
O país também indicou que poderá ampliar o confronto com a abertura de novas frentes de atuação militar caso a guerra avance ou os interesses estratégicos do país assim o exijam. No cenário atual, a estratégia militar iraniana inclui a possibilidade de ataques direcionados a instalações militares utilizadas por adversários na região. O governo iraniano também sinalizou a intenção de retaliar ataques recentes que resultaram em mortes no país, indicando que ações de resposta poderão ocorrer até que o processo de retaliação seja considerado concluído. O posicionamento inclui ainda a possibilidade de exigir compensações por danos causados durante o conflito, com indicação de medidas equivalentes caso tais reparações não sejam realizadas. Fontes: Reuters e Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.