12/Mar/2026
Brasil e Nova Zelândia ampliaram o diálogo para fortalecer a cooperação no agronegócio por meio de uma missão empresarial que reuniu cerca de 20 empresas do país oceânico em agenda realizada em Brasília. A iniciativa teve como objetivo ampliar parcerias comerciais, promover intercâmbio tecnológico e apresentar soluções voltadas ao aumento da produtividade no setor agropecuário. A missão incluiu encontros com representantes do agronegócio brasileiro e reuniu empresários, negociadores e representantes diplomáticos da Nova Zelândia.
A estratégia busca intensificar a cooperação entre os dois países, que enfrentam desafios semelhantes no desenvolvimento da produção agropecuária, apesar da distância geográfica aproximada de 12 mil quilômetros entre seus territórios. Entre os temas apresentados durante a agenda bilateral destacaram-se tecnologias voltadas à eficiência produtiva, especialmente nas áreas de pecuária, gestão rural e melhoramento genético. O Brasil é considerado mercado estratégico para a adoção dessas soluções, com potencial de aplicação em propriedades rurais de diferentes portes.
Entre as tecnologias apresentadas estão sistemas de gestão integrada destinados à administração de propriedades rurais. Essas ferramentas permitem monitorar indicadores produtivos, incluindo peso do rebanho, manejo de pastagens, controle do uso de água e consumo de combustível, ampliando a capacidade de planejamento e tomada de decisão nas propriedades. Outro eixo da cooperação envolve programas de melhoramento genético voltados à produção leiteira. A Nova Zelândia possui tradição nesse campo, com programas de seleção genética desenvolvidos ao longo de mais de 100 anos, priorizando animais adaptados a sistemas de produção baseados em pastagens.
O histórico de inovação tecnológica no setor agropecuário neozelandês inclui avanços relevantes, como o desenvolvimento da cerca elétrica em 1936, tecnologia amplamente difundida no manejo de rebanhos em diversas regiões produtoras do mundo. No campo comercial, a relação bilateral apresenta saldo favorável ao Brasil, com superávit superior a US$ 62 milhões. Entre os principais produtos exportados pelo Brasil estão café, celulose e sucos, enquanto a Nova Zelândia fornece ao mercado brasileiro itens como medicamentos e derivados lácteos.
Exemplos de cooperação produtiva já em operação reforçam o potencial de integração entre os dois países. Um caso citado no contexto da missão envolve um produtor da Nova Zelândia atuando na pecuária leiteira no Estado da Bahia, com operação que reúne aproximadamente 10 mil animais e produção diária próxima de 70 mil litros de leite. A ampliação do diálogo entre os dois países busca estimular novas oportunidades de investimento, promover a difusão de tecnologias agrícolas e fortalecer o desenvolvimento das cadeias produtivas do agronegócio. Fonte: Feed&Food. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.