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11/Mar/2026

Dólar recua acompanhando o movimento externo

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (10/03) em leve queda no mercado brasileiro, acompanhando o comportamento da moeda norte-americana frente à maioria das divisas de países emergentes e exportadores de commodities. O movimento ocorreu em meio a sinais de redução das tensões geopolíticas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, que favoreceram a recuperação de ativos de risco ao longo do dia. Após apresentar volatilidade e alternar entre altas e baixas no período da manhã, a moeda norte-americana consolidou trajetória de queda durante a tarde. O dólar encerrou com recuo de 0,13%, cotado a R$ 5,15, após oscilar entre a mínima de R$ 5,13 e níveis próximos de R$ 5,14 durante o pregão. Com o resultado, a moeda norte-americana registrou a terceira sessão consecutiva de desvalorização frente ao Real, acumulando queda de 2,45% no período. Apesar disso, o dólar ainda apresenta leve valorização de 0,46% no início de março. No acumulado de 2026, a moeda registra desvalorização de 6,04% frente à divisa brasileira.

O desempenho do Real foi influenciado por ajustes técnicos e realização de lucros após ganhos recentes frente a outras moedas emergentes. Mesmo assim, algumas divisas de países produtores de commodities apresentaram valorização mais expressiva, como o peso chileno, que avançou mais de 2,5% impulsionado pela alta do cobre, favorecida por dados positivos da balança comercial da China. No cenário internacional, o mercado reagiu a indicações de que os Estados Unidos não estariam dispostos a prolongar o conflito com o Irã, fator que contribuiu para reduzir a aversão ao risco global. Esse ambiente favoreceu o desempenho de moedas latino-americanas, incluindo o Real, especialmente em um contexto de forte volatilidade nos preços do petróleo. As cotações do petróleo recuaram mais de 10% após relatos de manutenção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da oferta global da commodity, além de indicações de possível ampliação da oferta internacional.

Esse movimento contribuiu para aliviar parte das pressões sobre os mercados financeiros. No entanto, informações divulgadas no fim do pregão indicando possível colocação de minas no Estreito de Ormuz elevaram momentaneamente a tensão nos mercados, afetando o desempenho das bolsas norte-americanas e reduzindo o ritmo de valorização do Real no encerramento do dia. No campo da política monetária internacional, investidores acompanham a divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos referente a fevereiro, indicador relevante para as expectativas sobre os próximos passos da política monetária norte-americana. A avaliação predominante é de manutenção da taxa básica de juros na próxima reunião do Federal Reserve, programada para ocorrer na semana seguinte. As projeções de mercado indicam possibilidade de retomada do ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos no segundo semestre de 2026, com expectativas divididas entre reduções a partir de julho ou setembro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.