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11/Mar/2026

Clima: previsão de temperaturas acima da média

A transição do fenômeno climático La Niña para condições neutras entre março e abril deve provocar temperaturas acima da média em grande parte do Brasil e aumentar o risco de chuvas abaixo do normal na região Sul. Segundo análise divulgada nesta terça-feira (10/03), baseada em modelos climáticos da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), o fenômeno está em fase de enfraquecimento e deve dar lugar a um cenário neutro até abril. Essa condição tende a permanecer até cerca de agosto, com possibilidade moderada de formação do El Niño posteriormente. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta chuvas acima da média em partes do Norte e do Nordeste, especialmente nos Estados do Pará, Amapá, Maranhão e Ceará.

Em contrapartida, a Região Sul deve enfrentar precipitações abaixo do normal, principalmente no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul. A tendência de clima mais seco também pode atingir áreas do sul do Amazonas, do sudoeste do Pará e partes do Estado do Rio de Janeiro. O aquecimento deve ser generalizado no território brasileiro. Nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, as temperaturas podem ficar até 1°C acima da média histórica para o período. Nas Regiões Norte e no Nordeste, os termômetros devem permanecer próximos da média, embora áreas do interior da Bahia e de Pernambuco apresentem tendência de elevação das temperaturas. Em termos de umidade do solo, as condições climáticas de março ainda favorecem a atividade agrícola em grande parte do País.

As chuvas previstas para Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste ajudam a manter níveis adequados de água no solo, beneficiando culturas como soja, milho segunda safra, algodão e cana-de-açúcar, além de contribuir para a recuperação de pastagens. Na Região Centro-Oeste, entretanto, o calor mais intenso pode acelerar o consumo de água pelas plantas, exigindo atenção em solos com menor capacidade de retenção hídrica. Na Região Sul, a combinação de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas pode reduzir a disponibilidade de água no solo. Esse cenário tende a afetar lavouras em final de ciclo e limitar o desenvolvimento do milho e do feijão 2ª safra, além de exigir manejo mais cuidadoso das pastagens. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.