11/Mar/2026
As exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos registraram queda de 23,2% no primeiro bimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, atingindo o menor nível desde 2023. O desempenho reflete um cenário de desaceleração nas vendas externas para o mercado norte-americano, mesmo antes de os efeitos das mudanças tarifárias anunciadas no fim de fevereiro passarem a aparecer nas estatísticas comerciais. As alterações nas tarifas ainda não estão refletidas nos dados do comércio bilateral referentes aos dois primeiros meses do ano.
A expectativa é de que eventuais impactos decorrentes dessas medidas passem a ser observados a partir das estatísticas de março. A comparação entre o desempenho das exportações brasileiras para os Estados Unidos e para outros mercados indica um movimento de perda relativa de dinamismo nas vendas destinadas ao país. No acumulado do ano, apenas três dos dez principais produtos exportados pelo Brasil para o mercado norte-americano apresentaram desempenho superior ao observado nas exportações brasileiras para o restante do mundo: carne bovina, equipamentos de engenharia civil e celulose.
Em contrapartida, produtos como semiacabados de ferro ou aço, petróleo bruto, aeronaves e máquinas elétricas registraram desempenho mais fraco nas vendas direcionadas aos Estados Unidos, contribuindo para a redução do fluxo comercial nesse mercado específico. O enfraquecimento das exportações também se reflete na ampliação do déficit brasileiro no comércio bilateral. Entre janeiro e fevereiro de 2026, o saldo negativo do Brasil nas trocas com os Estados Unidos alcançou US$ 900 milhões, valor 142,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.