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11/Mar/2026

Brasil registra nível intermediário de capital humano

O Brasil ocupa posição intermediária em novo indicador do Banco Mundial que avalia a capacidade dos países de desenvolver capital humano. No Índice de Capital Humano+ (HCI+), que mede a probabilidade de uma criança tornar-se um adulto saudável, educado e produtivo, o Brasil alcançou 203 pontos de um total possível de 325. O resultado supera a média global de 186 pontos e também a média da América Latina e Caribe, de 194 pontos. Ainda assim, o desempenho brasileiro permanece distante das economias com melhores resultados. O Japão lidera o ranking com 284 pontos, enquanto os Estados Unidos registram 252 pontos. Na América Latina, o Brasil aparece atrás de países como Chile e Uruguai. O indicador considera três pilares principais do desenvolvimento humano: saúde, educação e emprego. No componente saúde, o Brasil obteve 44 pontos, próximo do nível considerado ideal, de 50 pontos.

Em educação, o País registrou 115 pontos frente a uma referência ideal de 188 pontos. Já no pilar trabalho, o resultado foi de 44 pontos, enquanto o nível de referência é de 87 pontos. Entre os três fatores, a maior diferença em relação ao nível ideal ocorre na educação, contribuindo de forma relevante para limitar o desempenho do País no índice. Segundo o Banco Mundial, cada ano adicional de educação universitária pode elevar o indicador HCI+ em cerca de 16 pontos, refletindo o valor das habilidades avançadas adquiridas nesse nível de formação. Entretanto, quando conhecimentos obtidos por meio da educação não são plenamente utilizados no mercado de trabalho, ocorre perda de capital humano ao longo do tempo. O Banco Mundial também divulgou o relatório Construindo o Capital Humano Onde Mais Importa: Lares, Bairros e Locais de Trabalho, que analisa fatores que influenciam o desenvolvimento de capacidades produtivas.

O estudo indica que, em média, um trabalhador brasileiro possui aproximadamente metade do capital humano de um trabalhador dos Estados Unidos. A formação dessa diferença ocorre ao longo do ciclo de vida. Fatores como o tempo dedicado pelos pais ao cuidado infantil, o acesso a escolas e serviços de saúde e as condições do ambiente social têm impacto duradouro sobre a capacidade de aprendizado e sobre a renda futura do trabalho. No caso brasileiro, evidências apontam que indivíduos que crescem em domicílios de baixa renda localizados em bairros também de baixa renda tendem a receber, quando adultos, cerca de metade da renda obtida por pessoas igualmente de baixa renda que cresceram em regiões de maior renda. Além disso, fatores ambientais podem limitar o acesso a oportunidades de desenvolvimento mesmo quando existem serviços disponíveis.

A presença de violência ou poluição em determinadas regiões pode reduzir o acesso à educação ou a tratamentos de saúde, afetando o desenvolvimento de habilidades. Mesmo quando indivíduos superam limitações iniciais, como deficiência de cuidados na infância ou acesso restrito a educação de qualidade, o ambiente de trabalho pode não contribuir para a ampliação de competências. Em alguns casos, funções exercidas no mercado podem não utilizar plenamente conhecimentos adquiridos anteriormente, reduzindo o aproveitamento do capital humano disponível. O desenvolvimento do capital humano depende da interação entre condições adequadas na infância, acesso à educação de qualidade e oportunidades contínuas de aprimoramento profissional. A presença de limitações estruturais nessas áreas contribui para o posicionamento intermediário do Brasil no indicador internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.