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10/Mar/2026

Brasil tem menor exposição ao conflito no Oriente Médio

O Brasil figura entre as economias emergentes menos expostas aos impactos do conflito no Oriente Médio, conforme avaliação do banco UBS. Em relatório divulgado a clientes, a instituição indica manutenção de posicionamento favorável a ativos brasileiros, incluindo câmbio, juros e ações. A análise aponta que a economia brasileira apresenta características que reduzem sua vulnerabilidade ao cenário geopolítico, como o superávit na balança de petróleo e o nível elevado das taxas de juros em comparação com outros mercados emergentes. Esse diferencial ocorre em um contexto no qual riscos fiscais têm se ampliado mais rapidamente em outras economias.

O relatório também destaca maior exposição de economias emergentes da Ásia aos efeitos diretos do conflito. A região concentra parcela relevante do fluxo energético global, com cerca de 73% do petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz direcionado a países asiáticos. Entre 40% e 70% do petróleo consumido por economias como Índia, Coreia do Sul e Tailândia depende dessa rota marítima, fator que amplia a sensibilidade da região a eventuais interrupções logísticas. Já há indícios de impactos sobre a atividade industrial em partes da Ásia, associados a restrições no fornecimento de energia. Relatos do setor indicam que fornecedores de gás na Índia iniciaram medidas de restrição de suprimento para a indústria, enquanto Bangladesh interrompeu as operações de quatro das cinco fábricas de fertilizantes do país devido à escassez de gás natural.

No cenário internacional, a avaliação é de que os Estados Unidos tendem a se beneficiar relativamente da intensificação do conflito, em razão da condição de exportador líquido de petróleo e da possibilidade de expansão da produção não convencional, associada ao desenvolvimento do shale oil. O banco projeta preço médio do petróleo Brent crude oil em US$ 64 por barril no quarto trimestre de 2026. No mercado internacional, o contrato do Brent para maio registrava valorização de 12,84%, cotado a US$ 104,59 por barril nesta segunda-feira (09/03). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.