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10/Mar/2026

Plano Safra 2026/27: propostas do setor produtivo

Proposta apresentada por entidades do agronegócio do Paraná estima em R$ 670 bilhões o volume de crédito rural necessário para o Plano Safra 2026/27, que terá vigência entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027. O montante sugerido contempla R$ 486,3 bilhões destinados às linhas de custeio e comercialização e R$ 183,7 bilhões para programas de investimento no setor agropecuário. Dentro do total previsto para custeio e comercialização, a proposta inclui R$ 50 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 70 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e R$ 366,3 bilhões destinados aos demais produtores rurais. A iniciativa busca assegurar previsibilidade e competitividade ao setor agropecuário em um contexto de custos de produção pressionados.

O documento também enfatiza a necessidade de taxas de juros compatíveis com a realidade econômica do produtor e o fortalecimento de instrumentos de gestão de risco. Entre as medidas sugeridas está o aumento do limite anual de contratação de crédito para os demais produtores para R$ 4,5 milhões. Também é proposta a elevação do limite de custeio para atividades de avicultura, suinocultura e piscicultura exploradas em regime de integração, atualmente em R$ 240 mil, para R$ 400 mil. Para os programas de investimento, o montante estimado é de R$ 183,7 bilhões. O documento propõe ampliação dos recursos do Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro) de R$ 8,15 bilhões para R$ 9 bilhões e aumento do orçamento do Pronamp Investimento de R$ 10,2 bilhões para R$ 15 bilhões, incluindo a possibilidade de financiamento de atividades de turismo rural.

Nos programas voltados à modernização e inovação produtiva, a proposta prevê elevação dos recursos do Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais (Moderagro) e do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro) de R$ 3,8 bilhões para R$ 7 bilhões. Também é sugerido aumento do limite de crédito por beneficiário para R$ 4 milhões e do limite coletivo para R$ 12 milhões. Para o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), a proposta indica ampliação do orçamento de R$ 8,2 bilhões para R$ 9,7 bilhões. O documento também sugere aumento do limite de crédito para R$ 250 milhões em projetos de armazenagem com capacidade superior a 12 mil toneladas, inclusão da armazenagem de produtos frigorificados de origem animal e vegetal e autorização para aquisição de armazéns usados.

Em relação às taxas de juros, a proposta estabelece limite máximo de 10,5% ao ano nas linhas de custeio, comercialização e investimento, dependendo do programa. Para o Pronamp, a sugestão é de taxa de 7% ao ano. O documento também enfatiza a necessidade de fortalecer instrumentos de mitigação de riscos, especialmente diante de um cenário de juros ainda elevados. Entre as medidas sugeridas está a ampliação do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para R$ 4 bilhões. Além do aumento de recursos, a proposta prevê a implementação de subvenção diferenciada por cultura e região, com foco em produtos mais suscetíveis a eventos climáticos adversos, como soja, milho e trigo. Também é sugerida a transferência do orçamento do PSR para o caixa das operações oficiais de crédito gerenciadas pela Secretaria do Tesouro Nacional, com aplicação obrigatória, visando evitar contingenciamentos orçamentários. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.