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06/Mar/2026

Conflito no Oriente Médio: riscos logísticos e de custos

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a escalada do conflito no Oriente Médio tende a ampliar a instabilidade econômica global nos próximos meses, com potenciais reflexos sobre os custos de insumos e sobre a logística das cadeias agroindustriais. O impacto da volatilidade em rotas comerciais estratégicas e nos mercados energéticos. Ainda que a duração e a intensidade das tensões sejam incertas, a instabilidade em corredores logísticos relevantes e em mercados de energia tende a se refletir rapidamente nas cadeias globais de produção e comércio. O Oriente Médio possui participação relevante na pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

Em 2025, o Brasil embarcou US$ 12,4 bilhões em produtos agropecuários para a região, que representou 7,4% das exportações do setor. O fluxo comercial inclui principalmente carne de frango, milho, açúcar, carne bovina e soja. Entre os principais mercados, a região responde por 29% dos embarques brasileiros de carne de frango, enquanto o Irã figura como principal destino do milho exportado pelo Brasil. Nesse contexto, eventuais interrupções ou restrições prolongadas nos fluxos comerciais para esses destinos podem gerar riscos relevantes para o setor. Outro fator de preocupação envolve o possível aumento dos custos logísticos decorrente da instabilidade nas rotas marítimas e de gargalos em corredores estratégicos de transporte.

Desvios de rotas e maior percepção de risco tendem a elevar os prêmios de seguro do transporte marítimo e ampliar os custos operacionais ao longo das cadeias produtivas. Além disso, as incertezas em relação a fornecedores da região podem intensificar o risco de choques de oferta em escala global, com impactos potenciais sobre os custos de produção e a competitividade do agronegócio brasileiro. Diante desse cenário, a capacidade de adaptação das cadeias produtivas e logísticas será determinante para mitigar riscos e preservar a competitividade do setor diante de eventuais rupturas no comércio internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.