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06/Mar/2026

Brasil destaca agricultura sustentável na FAO

O Brasil reforçou seu compromisso com a agricultura sustentável, a inovação tecnológica e a segurança alimentar durante a 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura para a América Latina e o Caribe, realizada em Brasília. O encontro ocorre entre os dias 2 e 6 de março no Palácio Itamaraty e integra as celebrações dos 80 anos da FAO, reunindo ministros e autoridades da região para discutir políticas agrícolas, sistemas alimentares e combate à fome.

Durante a abertura da conferência, o governo brasileiro destacou a necessidade de fortalecer a resiliência dos sistemas alimentares por meio da cooperação internacional, do diálogo técnico e do avanço científico. A estratégia apresentada pelo Brasil prioriza o fortalecimento da ciência e da inovação agrícola, a ampliação da cooperação técnica regional em áreas como bioinsumos, gestão climática e defesa sanitária, a promoção da abertura de mercados com base científica e o reforço da atuação coordenada em fóruns multilaterais.

Entre os avanços apresentados na conferência está a expansão do uso de bioinsumos na agricultura brasileira. Em 2025 foram registrados 139 novos insumos biológicos no País, indicando expansão acelerada desse segmento. Atualmente, mais de 80% dos produtores de soja utilizam tecnologias de fixação biológica de nitrogênio, prática que contribui para reduzir custos de produção, diminuir a dependência de fertilizantes importados e mitigar emissões associadas à produção agrícola.

A política agrícola brasileira foi apresentada como baseada em três pilares principais: marco regulatório estável para insumos e tecnologias, defesa agropecuária estruturada com base científica e integração entre pesquisa pública, assistência técnica e setor produtivo. Nesse contexto, a ciência e a inovação desenvolvidas no País têm permitido ganhos de produtividade sem necessidade de expansão significativa da área agrícola.

Também foram destacados programas voltados à sustentabilidade e intensificação produtiva, como o Programa ABC+, que estimula práticas de baixa emissão de carbono, incluindo recuperação de pastagens degradadas, plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta. Outro eixo estratégico é o Programa Caminho Verde Brasil, iniciativa voltada à recuperação de áreas degradadas para transformá-las em terras produtivas de alto rendimento. A meta é restaurar até 40 milhões de hectares ao longo dos próximos dez anos.

No campo da produção agropecuária, o Brasil apresentou indicadores recentes de expansão. Na safra 2024/2025, a produção de grãos foi estimada em aproximadamente 346 milhões de toneladas. Considerando os principais segmentos do agronegócio, a produção total agropecuária superou 1,2 bilhão de toneladas no período, incluindo cerca de 350 milhões de toneladas de grãos, aproximadamente 650 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, cerca de 70 milhões de toneladas de proteínas animais e 70 milhões de toneladas de frutas, além de celulose e outros produtos agrícolas.

O País também destacou a estratégia de intensificação sustentável, que combina produtividade agrícola com preservação ambiental. Cerca de dois terços do território nacional permanecem cobertos por vegetação nativa sob o marco regulatório do Código Florestal, enquanto o Brasil mantém posição de destaque entre os maiores exportadores globais de alimentos. Em termos de comércio exterior, as exportações agropecuárias brasileiras alcançaram aproximadamente US$ 170 bilhões em 2025.

Desde o início da atual gestão governamental foram registrados 541 novos acessos a mercados em 83 países, resultado atribuído à credibilidade sanitária do sistema brasileiro, à capacidade técnica e ao avanço das negociações comerciais internacionais. No âmbito da conferência regional da FAO, o Brasil reafirmou o compromisso com a promoção de sistemas agroalimentares mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis, com foco na ampliação da produção de alimentos, na inclusão produtiva e no fortalecimento da segurança alimentar na América Latina e no Caribe. Fonte: Ministério da Agricultura. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.