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06/Mar/2026

Indústria de Alimentos: custo da redução da jornada de trabalho

A eventual redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode elevar os custos da indústria brasileira de alimentos em aproximadamente R$ 23 bilhões por ano. A estimativa foi apresentada pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) e considera o impacto da diminuição das horas trabalhadas com manutenção do mesmo nível de remuneração.

Segundo a entidade, o debate sobre mudanças na jornada de trabalho é considerado legítimo, mas precisa contemplar as especificidades de cada setor produtivo e prever uma implementação gradual para evitar impactos abruptos sobre custos e preços.

A avaliação da associação é de que a indústria de alimentos possui elevada intensidade de mão de obra, característica que amplia a sensibilidade do setor a alterações na carga horária semanal. Nesse contexto, a redução da jornada com manutenção dos salários implica aumento do custo por hora trabalhada, o que pode gerar pressão adicional sobre a estrutura de custos das empresas e, eventualmente, refletir nos preços finais dos produtos.

A entidade também destaca que experiências internacionais indicam processos de transição prolongados para mudanças dessa natureza. Em diversos países, a redução da jornada foi implementada ao longo de períodos que variaram entre uma década e até 15 anos, permitindo ajustes graduais por parte das empresas e da economia.

Outro ponto ressaltado é a diferença entre jornada de trabalho e escala de trabalho. Enquanto a jornada está definida na Constituição, a organização das escalas e turnos tende a variar conforme as características operacionais de cada atividade econômica, especialmente em setores com produção contínua, como a indústria de alimentos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.