06/Mar/2026
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado representa aumento em relação aos 5,1% registrados no trimestre móvel encerrado em dezembro, mas permanece abaixo dos 6,5% observados no mesmo período de 2025. Apesar da alta na margem, o indicador corresponde ao menor nível da série histórica para trimestres encerrados em janeiro desde o início da pesquisa, em 2012. O resultado também iguala o patamar mais elevado desde o trimestre encerrado em outubro de 2025, quando a taxa também estava em 5,4%. O rendimento médio real dos trabalhadores alcançou R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro, novo recorde da série histórica. O valor representa aumento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e avanço de 2,8% frente ao trimestre móvel encerrado em outubro, equivalente a R$ 100 adicionais.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 370,3 bilhões no período, também no maior nível da série. O montante representa expansão de 7,3% em relação ao trimestre encerrado em janeiro de 2025, com incremento de R$ 25,108 bilhões no período de um ano. Na comparação com o trimestre móvel até outubro de 2025, houve aumento de 2,9%, equivalente a R$ 10,527 bilhões adicionais. A população ocupada atingiu 102,671 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro, maior patamar da série histórica comparável. Em relação ao trimestre anterior, foram incorporados 116 mil trabalhadores ao mercado de trabalho. Na comparação anual, houve aumento de 1,683 milhão de pessoas ocupadas. Ao mesmo tempo, o contingente de desocupados totalizou 5,851 milhões de pessoas, com redução de 59 mil em relação ao trimestre anterior e queda de 1,211 milhão em comparação com igual período de 2025. A população inativa somou 108,522 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro, com aumento de 57 mil em relação ao trimestre anterior e avanço de 472 mil na comparação anual.
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 58,7%, ante 58,8% no trimestre encerrado em outubro e 58,2% no mesmo período de 2025. No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada alcançou 39,351 milhões no trimestre até janeiro, recorde da série histórica comparável. O resultado representa criação de 169 mil vagas formais em relação ao trimestre anterior e aumento de 800 mil postos de trabalho na comparação anual. O contingente de empregados sem carteira assinada no setor privado totalizou 13,428 milhões de pessoas, com redução de 177 mil vagas em relação ao trimestre anterior. Na comparação com janeiro de 2025, houve criação líquida de 180 mil postos nessa condição. O número de trabalhadores por conta própria chegou a 26,188 milhões no trimestre encerrado em janeiro, com aumento de 284 mil pessoas frente ao trimestre anterior e expansão de 927 mil em relação ao mesmo período de 2025. O total de empregadores recuou para 4,188 milhões, com queda de 37 mil em relação ao trimestre anterior e redução de 48 mil em comparação anual.
O trabalho doméstico totalizou 5,512 milhões de pessoas, com diminuição de 35 mil vagas no trimestre e recuo de 257 mil em relação ao mesmo período do ano anterior. A taxa de informalidade no mercado de trabalho ficou em 37,5% no trimestre até janeiro, equivalente a 38,525 milhões de trabalhadores. O indicador recuou com a saída de 284 mil pessoas da informalidade no período, refletindo a expansão relativa das ocupações formais. A subocupação por insuficiência de horas trabalhadas atingiu 4,4% da força de trabalho, equivalente a 4,489 milhões de pessoas. O indicador recuou em relação aos 4,5% observados no trimestre anterior e apresentou queda de 127 mil trabalhadores na comparação anual. A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui desocupados, subocupados e a força de trabalho potencial, ficou em 13,8% no trimestre até janeiro, ante 13,9% no trimestre anterior e 15,5% no mesmo período de 2025. No total, 15,69 milhões de pessoas estavam em situação de subutilização no mercado de trabalho. O número de pessoas em situação de desalento somou 2,667 milhões no trimestre encerrado em janeiro.
O contingente aumentou em 19 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, mas recuou em 476 mil na comparação com igual período do ano passado. Na análise por setores, seis das dez atividades econômicas registraram redução da ocupação no trimestre encerrado em janeiro. Houve queda de 305 mil vagas na indústria, redução de 161 mil postos na construção, recuo de 152 mil na agricultura, diminuição de 58 mil em alojamento e alimentação, queda de 50 mil na administração pública e redução de 39 mil no trabalho doméstico. Por outro lado, houve expansão do emprego em informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais e administrativas, com geração de 365 mil vagas, além de crescimento em comércio, com 238 mil postos adicionais, outros serviços, com 185 mil vagas, e transporte, com aumento de 64 mil trabalhadores. O total de trabalhadores contribuindo para a previdência alcançou 68,421 milhões no trimestre encerrado em janeiro. A proporção de contribuintes entre os ocupados ficou em 66,6%, acima dos 66,1% registrados no trimestre móvel anterior. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.