06/Mar/2026
O Irã anunciou restrições à navegação no Estreito de Ormuz para embarcações vinculadas aos Estados Unidos, Israel, países da União Europeia e aliados ocidentais, em meio à escalada do conflito militar no Oriente Médio. A medida foi comunicada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que afirmou exercer controle sobre a passagem marítima durante o período de guerra. O Irã declarou que poderá impedir a circulação de embarcações desses países na região estratégica do Golfo Pérsico. A autoridade militar iraniana indicou que navios vinculados aos adversários ou a países que apoiem suas operações poderão ser alvo de ações militares caso sejam identificados na área.
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz foi fortemente reduzido desde o início da operação militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, iniciada no fim de semana anterior. A interrupção das rotas de navegação elevou as cotações internacionais de petróleo e ampliou preocupações sobre impactos na economia global, uma vez que a passagem é considerada um dos principais corredores logísticos para exportações de petróleo e gás do Oriente Médio. A escalada militar se intensificou após um ataque norte-americano atingir um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka.
O episódio aprofundou a crise regional e contribuiu para a paralisação do transporte marítimo na região pelo quinto dia consecutivo. Em resposta à deterioração do cenário de segurança, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou medidas para oferecer seguro e escolta naval a embarcações responsáveis pela exportação de petróleo e gás provenientes do Oriente Médio, com o objetivo de reduzir os riscos logísticos e conter a volatilidade nos mercados de energia.
O conflito teve início após uma série de ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra instalações iranianas, em meio às tensões relacionadas ao programa nuclear do país. Como resposta, o governo iraniano ampliou ações militares contra países da região que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. A mídia estatal iraniana informou ainda a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, durante os ataques iniciais. Após o episódio, autoridades iranianas indicaram que o país poderá ampliar as operações militares em resposta às ofensivas estrangeiras. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.