06/Mar/2026
A indústria brasileira de alimentos e bebidas registrou faturamento de R$ 1,388 trilhão em 2025, resultado 8,02% superior ao observado em 2024. O desempenho manteve o crescimento do setor mesmo em um ambiente marcado por volatilidade cambial e pressões tarifárias no comércio internacional. De acordo com balanço divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o setor respondeu por 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período. Apesar do aumento de 5,1% nos custos de produção, impulsionado pela valorização de matérias-primas agrícolas, embalagens, energia e combustíveis, o repasse ao consumidor foi limitado. Em 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 4,26%, enquanto os alimentos registraram elevação de 2,95%.
No mercado de trabalho, a indústria criou 51 mil vagas formais em 2025, correspondendo a 44,6% dos empregos gerados na indústria de transformação no período. Com isso, o número de trabalhadores diretos no setor alcançou 2,125 milhões, crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior. Considerando as atividades indiretas associadas à cadeia produtiva, como agricultura, embalagens, equipamentos, logística e transporte, o total de postos de trabalho chegou a 10,6 milhões, o equivalente a 10,3% da força de trabalho ocupada no País. A massa salarial paga pelo setor avançou 9,94% em 2025, superando a inflação no período. Segundo a entidade, os investimentos da indústria têm impacto ampliado ao longo da cadeia produtiva, uma vez que a atividade industrial gera demanda por serviços e insumos em diversos segmentos da economia.
O mercado doméstico foi o principal motor de crescimento da indústria de alimentos. As vendas internas somaram R$ 1,02 trilhão em 2025, sendo R$ 732 bilhões provenientes do varejo e R$ 287,9 bilhões do segmento de alimentação fora do lar. Os dois canais registraram crescimento nominal de 8,4% e 10,1%, respectivamente. No campo produtivo, a indústria alcançou produção física de 288 milhões de toneladas em 2025, volume 1,9% superior ao de 2024. O avanço reflete a recomposição gradual do consumo das famílias, a expansão do consumo fora do lar e ganhos de eficiência nas operações industriais. A indústria manteve ainda posição central na cadeia agroindustrial brasileira ao adquirir 62% da produção agropecuária nacional e 68% da produção da agricultura familiar.
Para sustentar a expansão e ampliar a competitividade, as empresas do setor investiram R$ 41,3 bilhões em 2025, aumento de 6,8% na comparação anual. Desse total, R$ 26,7 bilhões foram direcionados à inovação, modernização de plantas industriais e adoção de novas tecnologias. No ciclo de investimentos previsto para o período de 2023 a 2026, o setor já executou R$ 116 bilhões até 2025, correspondendo a cerca de 97% do compromisso anunciado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.