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05/Mar/2026

Papel do Irã nas cadeias do Agronegócio brasileiro

A escalada das tensões no Oriente Médio ampliou a atenção sobre o papel do Irã nas cadeias do agronegócio brasileiro. O país figura como destino relevante de grãos e derivados, ao mesmo tempo em que participa, de forma estratégica, do fornecimento de insumos essenciais à produção agrícola. Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente US$ 2,9 bilhões em produtos do agronegócio para o Irã. A pauta comercial é concentrada em commodities agrícolas. Os cereais, farinhas e preparações lideraram com US$ 1,98 bilhão, seguidos pelo complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, com US$ 745,8 milhões. O complexo sucroalcooleiro respondeu por US$ 189,1 milhões.

Outros produtos, como café, carnes, tabaco e derivados vegetais, registraram valores menores. O milho foi o principal destaque entre os grãos. O Irã foi o maior destino do cereal brasileiro em 2025, com cerca de 9 milhões de toneladas importadas, o equivalente a 23% das exportações totais do Brasil. No fluxo inverso, as importações brasileiras oriundas do Irã somaram US$ 11,9 milhões em 2025. A pauta é altamente concentrada em frutas, incluindo nozes e castanhas, que totalizaram US$ 11,7 milhões. Produtos de origem animal representaram US$ 71,5 mil; fibras e produtos têxteis, US$ 54,9 mil; e couros e peles, US$ 40,3 mil.

Apesar do volume relativamente reduzido das importações totais, há um insumo estratégico na relação bilateral: a ureia. Em 2025, o Irã exportou 184,7 mil toneladas do fertilizante nitrogenado ao Brasil, movimentando aproximadamente US$ 66,8 milhões. Além do fornecimento direto, o país também é relevante na oferta de gás natural utilizado por produtores de fertilizantes nitrogenados em países como Catar, Omã e Nigéria. Eventuais interrupções no fluxo energético podem afetar a produção global de ureia, com potencial de pressionar ainda mais os preços internacionais. Fonte: Globo Rural. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.